A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 30/06/2020

Na Revolução Industrial, período marcado por intensa inovação tecnológica, ocorria as grandes jornadas de trabalho, nas quais objetivavam a produção em larga escala em um tempo menor. De maneira análoga, as tecnologias correspondentes à sociedade contemporânea permitem o retorno dessas grandes jornadas, visando uma maior produção e desbancar a concorrência, agravado pela má educação acerca das consequências desse estilo de trabalho. Assim, é possível afirmar que as raízes históricas e a educação inadequada são os principais fatores para a exploração trabalhistas na sociedade moderna.

A princípio, o cantor Cazuza dizia que: “Eu vejo o futuro repetir o passado”. Nesse viés, é evidente que a ignorância acerca dos acontecimentos históricos favorecem o reaparecimento de atos extremamente negativos para os indivíduos, como é o caso da exploração trabalhista proveniente da Revolução Industrial,  pois a busca do lucro está enraizada no pensamento das pessoas, propiciando a formação de ações com esse princípio. Além disso, o sociólogo Max Weber afirmava que ações individuais impactavam diretamente na sociedade, acentuando as divisões das camadas sociais. Dessa forma, para que a exploração trabalhista contemporânea diminua, fez-se necessário o rompimento com o passado industrial e a melhoria das ações individuais.

Outrossim, Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, dizia que: “A educação é a arma mais poderosa que pode ser usada para mudar o mundo”. Nesse âmbito, é imprescindível o amparo educacional na formação do intelecto das pessoas, no qual é de extrema importância essa participação para evitar a influência de ideologias passadas e prejudiciais para o bem comum, visando um melhor aproveitamento de pensamentos históricos benéficos para a sociedade. Analogamente, o sociólogo Gilberto Freyre afirmava que: “O saber sem um fim social é o maior das futilidades”, com o objetivo de demonstrar a importância da aplicação da educação na sociedade. Desse modo, faz-se necessário o investimento em políticas educacionais, em prol do melhor aproveitamento do conhecimento.

Portanto, é perceptível que a Revolução Industrial deixou vertentes históricas na sociedade, agravadas pela má educação. Posto isso, o Ministério da Educação deve promover palestras de âmbito social, com o intuito de demonstrar as consequências passadas acarretadas pelas grandes jornadas de trabalho e a sua permanência na contemporaneidade, por meio de educadores e historiadores renomados, com o fito de ensinar um saber pautado na busca de uma regulamentação trabalhista descente para o bem coletivo. Ademais, essas palestras devem carregar o princípio das frases de Mandela e Freyre, que é a aplicação da educação como meio para a mudança social.