A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 01/07/2020
A escravidão foi abolida no Brasil no ano de 1888 pela Lei Áurea, contudo, o país até os dias atuais tem situações de trabalho escravo que remetem aos períodos escravistas antigos. Nesse contexto, faz se relevante considerar as principais causas dessa problemática, como a falta de qualificação profissional que tornam os trabalhadores mais vulneráveis á práticas de exploração trabalhista, concomitantemente com a escassez de fiscalização do poder publico com empregadores que submetem seus funcionários a essas condições.
Inicialmente é importante ressaltar que a desqualificação profissional é um dos fatores primordiais para o entrave da exploração trabalhista. Nesse viés, segundo o psicanalista Augusto Cury, a sociedade não está em períodos de escravidão onde indivíduos são acorrentados e açoitados em pelourinhos, mas está acorrentada pela sua própria inaptidão social que o faz mercê das situações mais deploráveis possíveis. Desse modo, percebe-se a ausência da criação de projetos sociais que visem qualificar adequadamente os trabalhadores, a fim de não submete-los a condições indignas de trabalho.
É de suma importância considerar também a carência de supervisionamento do poder publico nas empresas atuantes empregadoras do país. Nesse sentido, de acordo com o especialista, frei Xavier Plassat, coordenador da campanha contra o trabalho escravo,o estado ainda se mostra muito ausente no que diz respeito a fiscalização, sendo predominantemente precária quando deveria ser aplicada de maneira mais severa. Desse modo, percebe-se a desassistência estatal dada aos servidores.
Logo, cabe ao Ministério da Educação a criação de projetos sócio-educacionais de qualificação profissional, com o intuito de que quanto mais profissionais capacitados menos vulnerabilidade a condições desrespeitosas de trabalho, juntamente com o Ministério do Trabalho, na aplicação de multas mais rígidas as empresas perpetuantes.