A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 20/07/2020
A Constituição Federal tem o objetivo de assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, bem como, a liberdade, o bem estar e melhores condições sociais.Todavia, é notório que, infelizmente,são direitos distantes de muitos brasileiros, principalmente no âmbito profissional,já que, em muitos locais, é perceptível a falta de humanidade entre aqueles que se localizam no alto da hierarquia e o trabalhador, desgastando a saúde psicológica desses com cobranças de altas horas de trabalho, além da falta de remuneração digna, sendo exposto assim, as faces da exploração trabalhistas.
Em primeiro lugar, salienta-se que o cansaço, falta de senso coletivo, ansiedade e depressão tem sido o perfil de grande parte dos trabalhadores na sociedade contemporânea. No entanto,muitos acabam vivendo em um ciclo vicioso entre casa e trabalho, não havendo tempo para lazer, aumentando ainda mais, os quadros de depressão e ansiedade, já que, a produção em massa e a lucratividade, infelizmente, é tido como prioridade, ao invés de valorizar a saúde mental dos funcionários, o que caracteriza totalmente com modelos de produção ditos já extintos, como o Fordismo, que consistia basicamente no controle do tempo e dos movimentos dos trabalhadores, vendo esses como produto, haja vista que o principal objetivo era a produção em massa em detrimento ao funcionário.
Por conseguinte, há muito tempo algo não impactava tanto o mercado de trabalho quanto a Globalização, fenômeno que vem alterando profundamente a relação entre sistema produtivo, e trabalho. Contudo, empresas de “alimentos rápidos” também são consequência dessa Globalização, e através da praticidade de aplicativos tem aumentado cada vez mais sua demanda, diretamente proporcional ao aumento de motoboys, para conter o alto fluxo. No entanto,a alta rotatividade, baixa qualificação e má remuneração são fatores que caracterizam tal exploração, e desvalorização desses. Segundo a pesquisa da Associação Aliança Bike: 75% desses motoboys ficam conectados ao aplicativo por até 12 horas seguidas, sendo que 30% trabalham ainda mais tempo. No entanto, tudo isso por um ganho médio mensal de 992 reais, o que condiz com a teria de Karl Marx, sobre ser insignificante o salário do trabalhador se comparado ao valor de riqueza produzida por ele ao longo do mês.
Logo, o Ministério da Economia (ME) deve fiscalizar a correta ampliação de leis em beneficio aos direitos do trabalhador, se atentando, além disso, em relação aqueles que trabalham via aplicativo, á exemplo os motoboys para que tenham sua carteira assinada, além de garantir o seguro de seus veículos promovendo, também, estratégias para uma carga horária mais baixa. Contudo, não só a eles, mas a todos os trabalhadores, erradicando assim, de vez com a exploração trabalhista. Dessa forma, será garantido a esses seus direitos como está explicito na Constituição Federal.