A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 09/07/2020

Durante a Era Vargas (1930 - 1945), houve a instauração das Consolidações das Leis Trabalhistas (CLTs), na qual tinha por intento melhorar as condições trabalhísticas do país e evitar possíveis revoluções advindas do proletariado. Voltando-se à contemporaneidade, é cognoscível que na, modernidade, as leis institucionais voltadas para o trabalho melhoraram a qualidade de vida da população brasileira, entretanto, é perceptível que a falta de fiscalização estatal para aplicar essas leis, ocasiona  um colapso no sistema industrial brasileiro, que passa a utilizar da mão de obra nacional sem regras e regulamentações, acarretando no surgimento de doenças psicossomáticas na sociedade e causando a minoração na produtividade nacional.

Vale ressaltar, de início, que, no Brasil, nos últimos 30 anos, houve um crescimento linear nos índices de síndromes ligados ao excesso de  trabalho. De acordo com a Organização Mundial de Saúde , cerca de 33 milhões de brasileiros sofrem com a Síndrome de Burnout e, aproximadamente, 70% dos casos foi ocasionado devido à ampla pressão do mercado de trabalho. À vista disso, é compreensível que a exploração e a pressão em demasia do mercado de trabalho fomenta o aparecimento de doenças psicossomáticas na comunidade que, em compêndio, é o principal fator que induz ao afastamento dos trabalhadores de suas funções e que limita a capacidade produtiva empresarial.

Em segundo plano, nota-se que a exploração trabalhística é um fator que reduz a produtividade do trabalhador. Nesse viés, “O Mais Valia”, idealizado pelo filósofo e político Karl Marx, aponta que é a partir da exploração da burguesia sobre o proletariado que a atividade empresarial consegue o lucro, uma vez que toda forma de usura industrial é advinda da força trabalhística operária. Nesse espectro, é notório que a atividade corporativa utiliza de todos os métodos para a obtenção da maior lucratividade, principalmente, por meio da utilização do trabalhador, visto que é a partir dessas “massas” que, majoritariamente, se obtém a maior produtividade e rentabilidade.

Em suma, medidas são essenciais para mitigar a exploração trabalhística no Estado brasileiro. Primordialmente, o Ministério da Economia em conjuntura com a Secretaria do Trabalho e com instituições privadas devem realizar um aporte nacional que vise abranger todas empresas brasileiras, na qual a finalidade é promover uma melhor infraestrutura para o lazer nas corporativas nacionais e promover mensalmente projetos de atividade físicas em sedes empresariais, cujo objetivo é melhorar as condições neurológicas trabalhísticas e promover uma maior interação social entre os trabalhadores. Ademais, ONGs, engajadas em questões sociais, devem promover lives com sociólogos, com o desígnio de articular a reflexão e a conscientização sobre a temática pela população brasileira.