A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 13/07/2020
No Brasil, os direitos dos trabalhadores estão contidos na Consolidação das Leis do Trabalho, a qual busca garantir aos cidadãos a proteção da cidadania durante a laboração. Todavia, existem diversas situações nos dias atuais em que tais leis não são plenamente exercidas, o que prejudica os trabalhadores, conjuntamente com caracterização da exploração trabalhista na sociedade moderna.
Primordialmente, é válido ressaltar a origem desse abuso que persiste até a atualidade. Durante o séc. XVIII, na Inglaterra, ocorreu a chamada Revolução Industrial, fenômeno responsável por alterar as relações trabalhistas como nunca antes visto. Nesse período, o trabalho era excessivo e sem qualquer regulamentação, sem pausas ou descansos, além da baixa renumeração. Dessarte, percebe-se que essa nova organização do labor exigia muito dos empregados sem que houvesse limitações ou a garantia do bem estar desses, denotando o início da exploração dos trabalhadores assalariados na modernidade.
Outrossim, vale salientar como esse aproveitamento ocorre atualmente. A obra cinematográfica “Que horas ela volta?”, protagonizada pela Regina Casé, mostra diversas situações que exemplificam essa situação. Ao retratar a história da Val, empregada doméstica de uma família de classe média-alta, o filme mostra como ela, apesar de ter alguns de seus direitos garantidos, é exposta a uma jornada de trabalho exaustiva, além de ser tratada com inferioridade por alguns dos membros da família que a emprega. Portanto, depreende-se que, apesar de nos dias atuais os direitos dos trabalhadores serem muito mais amplos do que no século XVIII, muitos empregados ainda sofrem com a exploração no serviço, mesmo essa sendo proibida por lei.
Por conseguinte, diligências são imprescindíveis para reverter tal cenário. Com o intuito de combater a exploração trabalhista na sociedade moderna, faz-se necessário que o Ministério do Trabalho amplie e fiscalize o cumprimento dos direitos dos trabalhadores. Para isso, a Consolidação das Leis do Trabalho deve ser revista e adaptada às condições atuais dos brasileiros, além da ocorrência de uma melhor fiscalização da sua aplicação de forma coerente. Desse modo, será possível contrapor esse abuso dos indivíduos durante a laboração e lhes garantir uma melhor qualidade de vida.