A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 25/08/2020
Ao fazer uma análise das condições de trabalho durante a Revolução Industrial, no século XVII, é possível perceber que o processo de industrialização trouxe consigo, o problema da exploração trabalhista na industria fabril. Sob essa perspectiva observa-se que, apesar da criação de sindicatos e leis trabalhistas no mundo hodierno, ainda há pessoas trabalhando de forma exploratória, pois, se tratando do sistema capitalista o lucro é valorizado em detrimento do trabalhador. Diante disso, é imperioso examinar como a desigualdade social e o desemprego colaboram para a persistência dessa problemática na sociedade brasileira.
Nesse contexto, verifica-se que o mercado de trabalho exige mão de obra cada vez mais qualificada, entretanto, a formação para tal capacitação fica restrita à camada mais abastada. Prova disso, foi a pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o IBGE, em 2018, sobre a desigualdade de acesso ao ensino superior, ao mostrar que dos alunos da rede pública, apenas 36% ingressaram na universidade contra os 79% da rede privada. À partir desses dados, depreende-se que a desigualdade social faz com que a camada mais pobre da população, por não ter acesso a um ensino de qualidade que capacite-os para o mercado de trabalho, fica sujeita a um trabalho subalterno e explorador. Desse modo, é necessário medidas que equiparem os indivíduos por conta de suas diferentes realidade socioeconômicas.
Somado a isso, outro fator que revela-se contribuinte importante para a perpetuação da exploração trabalhista nos dias de hoje é o desemprego. Acerca disso, é pertinente citar a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Mensal, também divulgada pelo IBGE, e mostra que a taxa de desemprego no Brasil, no primeiro trimestre de 2020, subiu para mais de 13%. Ao observar a situação do pais sob essa perspectiva percebe-se a preocupação do trabalhador brasileiro de arrumar formas de garantir a própria sobrevivência, levando-o a se colocar em situações precárias de trabalho. Logo, é preciso atenção por parte do governo para reverter esse quadro.
Diante dos fatos apresentados, infere-se, destarte, que a situação de exploração trabalhista na sociedade brasileira está vinculada, primordialmente, à desigualdade social e ao desemprego. Para tanto, cabe ao Ministério da Educação a implementação de um ensino profissionalizante por meio de cursos técnicos gratuitos para alunos da rede pública de ensino, a fim de oferecer, a estes, as mesmas oportunidades de um indivíduo da esfera privada, promovendo com isso, a habilitação do aluno de baixa renda para o mercado de trabalho e diminuindo, por conseguinte, o desemprego. Feito isso, o sistema exploratório vislumbrado do século XVII poderá ser, finalmente, coisa do passado.