A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 10/07/2020
É fato que a exploração trabalhista permanece perante a sociedade, resultando em problemas na saúde física e mental dos trabalhadores. Nesse sentido, são necessárias discussões acerca das mazelas que persistem, seja pela longa e esgotante jornada de trabalho, seja pela desigualdade, fator que dificulta a contratação de diversas pessoas. Portanto, ações interventivas devem ser tomadas com o intuito de atenuar os desafios existentes.
O filme “Tempos modernos” de Charles Chaplin retrata a situação dos operários de fábricas durante a revolução industrial, tempo em que dá-se início a exploração por parte dos empregadores, com duras condições e excessivo período de trabalho. Relacionando essa obra aos dias atuais, é perceptível que, mesmo com o avanço das leis e dos direitos, os funcionários são submetidos a circunstâncias desgastantes, nas quais a saúde não é tida como prioridade, tudo isso em prol do lucro e sucesso de suas respectivas empresas. Como exemplo, pode-se citar os trabalhadores do aplicativo “Uber”, que sem carteira assinada, ficam dependentes de jornadas exaustivas em busca de uma boa qualidade de vida.
Ademais, de acordo com o antropólogo Darcy Ribeiro, o Brasil tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade e descaso. Dessa forma, observa-se que a relação de superioridade entre classes torna-se presente. Além disso, as diferenças das condições de estudo e formação, devido a falta da democratização, levam a um maior número de analfabetos e desempregados. Diante desse cenário, cresce a porcentagem de trabalhadores informais que entram nesse meio por necessidade, contribuindo para o aumento da exploração e para a dificultação da fiscalização.
Mediante o exposto, cabe ao Governo intensificar a fiscalização das leis trabalhistas por meio de vistorias em empresas com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos funcionários. É necessário, ainda, que as empresas públicas e privadas monitorem a saúde de seus contratados, defendendo seus direitos previstos na Constituição. Outrossim, compete ao Ministério da Educação a criação de mais escolas para que a educação alcance um número maior de pessoas que terão, no futuro, melhores oportunidades, minimizando a desigualdade.