A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 10/07/2020
Analisando as transformações sociais advindas da revolução industrial, Karl Marx formulou as ideias da lógica do capitalismo, que segundo ele, se sustenta na exploração e dominação da burguesia sobre a classe operária. Dessa forma, as condições desumanas vividas pelos trabalhadores movimentaram as lutas em busca dos seus direitos, e por meio disso, foram conquistadas as Leis Trabalhistas que assegurariam seus benefícios. Entretanto, visando o maior lucro, o empregado continua sendo explorado e exposto a condições subumanas, que, surpreendentemente, são comuns devido à precariedade da fiscalização e aplicação das leis.
Em primeira análise, importante destacar as diferentes formas de exploração, bem como suas consequências. Nesse âmbito, segundo o sociólogo Sérgio Buarque, a desumanização do trabalhador é proveniente da priorização do acúmulo de capital acima das condições de trabalho dos operários, transformando-os em meros números. O ambiente a qual eles são submetidos, causa graves consequências à saúde, como a ansiedade, doenças cardiovasculares e depressão. Em 2016 a previdência pública registrou cerca de setenta e cinco mil pessoas afastadas do trabalho devido a depressão, e segundo a Organização Mundial da Saúde, até 2020 essa enfermidade será o motivo que mais incapacitará trabalhadores no mundo.
Em segunda análise, alguns trabalhadores ao redor do globo são submetidos a condições de trabalho análogas a escravidão. Legalmente, é considerado escravidão o ofício que limite a liberdade do indivíduo, que use de jornadas exaustivas e que o salário seja abaixo do indicado pelo Governo Federal. De acordo com o Ministério Público do Trabalho, nos últimos 20 anos, mais de cinquenta mil pessoas foram resgatadas de trabalhos escravistas, e se as fiscalizações ocorressem após o novo conceito, 90% desses casos não seriam inclusos e muitas pessoas poderiam continuar nessa realidade desumana.
Depreende-se, portanto, que é imprescindível a intervenção dos poderes Jurídico, Legislativo e Executivo, juntamente com ONGs, para que haja um aprimoramento das leis já existentes e da fiscalização desses meio de produção, de forma que punições mais rigorosas sejam aplicadas aos praticantes de atividades escravistas e abuso moral de seus funcionários. Não só isso, mas também a ação do Ministério da Saúde, ofertando tratamento psicológico a pessoas que passaram por situações traumáticas e a interferência da Secretaria Especial de Comunicação Social em conjunto com a mídia, para mostrar a verdade por trás desses acontecimentos, a fim de alertar a população e estimular a denúncia. Somente assim,os direitos dos trabalhadores serão garantidos.