A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 10/07/2020

No ano de 1888, a Lei Áurea foi sancionada no Brasil e a partir dessa data, a mão de obra escravista foi abolida no país. Contudo, o processo revolucionário no setor industrial e o pensamento capitalista de grande parte da população, fez com que a exploração trabalhista não seja totalmente mitigada na sociedade moderna. Nesse contexto, hodiernamente ainda é possível encontrar cidadãos em situações análogas à escravidão, e portanto, medidas devem ser efetivadas para resolver essa conjuntura.

Em primeiro lugar, o crescimento populacional e o avanço da medicina fez com que os cidadãos economicamente ativos aumentassem nos últimos anos. Como consequência do grande número de pessoas que esperam ingressar no mercado de trabalho, os empregos majoritariamente se tornaram instáveis, uma vez que, qualquer mão de obra pode ser substituída por outra. Dessa forma, o IBGE divulgou, que em 2020, o índice de desemprego atingiu 12%. Com a elevada taxa de indivíduos sem emprego, alguns trabalhadores se submetem a diversas explorações trabalhistas, para se manterem no cargo, como salários abaixo de 1000 reais, jornadas de trabalho excessivas, férias não remuneradas, entre outros.

Outrossim, o analfabetismo e a baixa escolaridade é outro fator que contribui para a chamada escravidão moderna. A maioria dos que não aprenderam a ler ou a escrever, ingressam no mercado de trabalho sem conhecerem os seus direitos trabalhistas e assim esses trabalhadores aceitam grandes jornadas de emprego, expostos às diversas condições climáticas,salários abaixo do mínimo, não pagamento do décimo terceiro e a não remuneração das férias, sem saberem que por lei, essas atitudes são proibidas. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, em 2014, 1550 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão e mais de 50% desses cidadãos eram analfabetos. Esse fato, demonstra que as maiores vítimas da exploração trabalhista, são os que não possuem adequada escolaridade e diante disso, não conhece os seus direitos para exigi-los.

Em análise dos fatos apresentados, cabe ao Governo, por meio da fiscalização do comprimento dos direitos trabalhistas, mitigar a exploração trabalhista. Com a finalidade de que todos os cidadãos não se tornem escravos modernos e que de fato a escravatura seja abolida não só em lei, mas também na realidade. Também, cabe aos empregadores, pensarem em seus proletariados e não submeterem esses, a condições insalubres de trabalho, para que o bem estar dos trabalhadores seja priorizado antes do lucro, o contrário do que propõe o pensamento capitalista.