A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 09/07/2020

Cansaço, ansiedade, depressão, alienação. Esse é o perfil que se pode traçar da maioria dos trabalhadores da sociedade moderna. A CLT (Consolidação das Leis dos Trabalhadores) - conquista de mérito do proletariado - garante a regulamentação das relações individuais e coletivas de trabalho. No entanto, muitos profissionais sofrem por nem sempre terem essas normas contempladas no trabalho formal, ainda que no século XXI.

O filme de Charles Chaplin “Tempos Modernos” de 1936 critica o modelo de produção implementado na Revolução Industrial. Desde aquela época, o funcionário já era submetido a uma jornada exaustiva de trabalho, na qual trabalhava-se durante incansáveis horas - de maneira mecanizada, totalmente antagônica à anterior, que era manufatureira. De forma análoga a essa obra, se encontram inúmeros trabalhadores que passam por situações em seus vínculos empregatícios, como: ausência de período de descanso, de carteira de trabalho; ou até mesmo de segurança, além de abusiva jornada de trabalho com salários incompatíveis, que confirmam o descaso com o qual essa questão é tratada.

Em consequência disso, observa-se uma crescente nas doenças não físicas como também mentais e emocionais, que estão relacionadas ao contexto no qual o proletário está inserido. Não existe o cuidado à saúde dos trabalhadores, pois ele é diretamente afetado pela mentalidade de priorizar o lucro acima de tudo no sistema de produção em massa.  Nesse sentido, a relação de poder exercida sobre o trabalhador pode ser, certamente, explicada pela consequência obtida da frase do filósofo Nicolau Maquiavél: “Os fins justificam os meios.”, já que muitas vezes, os meios fogem do senso de coletividade, anulando assim o sentimento de empatia.

Fica claro, então, que medidas precisam ser tomadas para solucionar tal situação. O Ministério do Trabalho - órgão de administração pública federal responsável pelas questões relacionadas às questões trabalhistas no país - deve atuar em todo território nacional, fiscalizando as condições oferecidas tanto pelas micro quanto pelas macro empresas do país. E por meio da parceria com os Governos Estaduais e Municípios, escolher os profissionais capacitados suficientemente para realizar tal tarefa, de maneira totalmente imparcial, a fim de verificar se o cumprimento das regras e direitos estabelecidos pela CLT, está sendo, de fato efetivo. Dessa forma, e com o apoio de todo corpo social, os desafios enfrentados pelos trabalhadores serão atenuados.