A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 09/07/2020
Analisando as transformações sociais advindas da revolução industrial, Karl Marx formulou as ideias da lógica do capitalismo, que segundo ele, se sustenta na exploração e dominação da burguesia sobre a classe operária. Dessa forma, as condições desumanas e precárias no trabalho vividas movimentaram a busca dos seus direitos, e por meio disso, foi conquistada as Leis Trabalhistas. Entretanto, o empregado continua sendo explorado e exposto a condições desumanas, que ainda são corriqueiras devido aos empecilhos na fiscalização da aplicabilidade dessas Leis. Não só, é visível que a saúde mental do funcionário não é tida como prioridade, podendo chegar a situações extremas, como o suicídio.
Em uma primeira análise, é importante destacar o filme “Tempos Modernos”, de Charles Chaplin, aborda a situação dos operários perante á Revolução Industrial na qual eles eram submetidos a uma forma de produção que tinha como único objetivo o lucro, independente das condições físicas e psicológicas dos trabalhadores. Ademais, o Brasil possui a quinta maior indústria têxtil e a quarta maior indústria de confecção do mundo. Devido à alta concorrência e a busca de lucro o sistema de produção no setor têxtil é excessivamente fracionado e torna os domicílios em células produtivas, dificultando, assim, o controle pelas autoridades competentes. Não somente, esses trabalhadores estão sujeitos à má alimentação, condições precárias de higiene e jornadas extenuantes de trabalho.
Em segunda análise, um ponto relevante que deve ser destacado é o descaso com a saúde psicológica do empregado. Nesse sentido, o discurso do empreendedor que aconselha o trabalhador a utilizar o máximo do seu tempo para produzir gera, problemas nas relações familiares e problemas de saúde, pois, muitas vezes não há tempo para comer e dormir. Não importa se o indivíduo está com algum problema pessoal, familiar, ou financeiro; o importante é que ele produza, portanto, os casos de depressão, quando não tratados, levam a pessoa desistir da própria vida.
Fica claro, portanto, que o cenário do trabalhador, desde sempre, é problemático. Assim sendo, cabe ao Governo, fortalecer os órgãos de fiscalização, aprimorando leis já existentes, de modo, a elaborar punições mais rigorosas aos praticantes de atividades escravistas. Como também, os órgãos públicos e privados, o cuidado com a suade mental do empregado, oferecendo acompanhamento psicológico. Não apenas, programas televisivos, redes sociais, propagandas e publicidades divulgarem sobre o que é e como prevenir-se, por meio de um disque denúncia, a fim de alertar a população e estimular a autopreservação, fazendo os autores sejam cada vez mais expostos e punindo severamente, garantindo os direitos estabelecidos por Lei.