A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 10/07/2020
Desde a colonização, quando negros oriundos da África desembarcaram no Brasil de forma forçada, começou-se a apropriação de sua liberdade. Embora a opressão se manifeste de diferentes maneiras, está sendo ocultada diante à sociedade atualmente. Partindo disso, o sistema capitalista vigente corrompe o sentido de “individuo” do trabalhador, o transformando em mercadoria e força de trabalho. Outrossim, a saúde mental do funcionário não é tida como prioridade, podendo chegar ao desenvolvimento de doenças psiquiátricas, como ansiedade, ataques de pânico e depressão. Dessa forma, torna-se notório a necessidade de uma melhoria do meio trabalhista na sociedade moderna.
Primordialmente, vale ressaltar que com o advento das Revoluções Industriais o operário foi colocado no meio sociológico como objeto de estudo para ampliar a economia e fortalecer o capitalismo, tal fato não garantiu ao indivíduo a garantia de seus direitos. Ademais, muitas horas de trabalho, falta de segurança, trabalho infantil, baixa remuneração são problemas que afetam a sociedade até os dias atuais, pois visam apenas o lucro do proprietário sobre a mão-de-obra, o que infringe as Leis Trabalhistas. Nesse âmbito, mais de 40 milhões de pessoas foram vítimas de escravidão moderna em 2016, sendo que 71% eram mulheres e meninas, desse total, cerca de 25 milhões de pessoas foram submetidas a trabalho forçado, segundo a OIT (Organização Internacional do Trabalho).
Em segundo plano, cabe mencionar que existe nos meios de trabalho o descaso com a saúde psicológica do empregado. Partindo disso, na maioria dos casos a vida pessoal funcionário não importa nas fabricas e estabelecimentos, o importante torna-se o que será produzido ao fim do expediente. Nesse sentido, cada vez mais, aumenta o desenvolvimento de problemas físicos e psicológicos, tal fator abala tanto a saúde do trabalhador quanto as suas relações familiares e afetivas já que, muitas vezes, não há tempo de comer e dormir. Analogamente, entre 1995 e 2015, foram libertados 49.816 trabalhadores que estavam em situações análoga à escravidão no Brasil, segundo Ministério do Trabalho, é preciso mudar esse cenário, em busca da garantia da saúde mental da população