A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 10/07/2020

O termo “exploração” se dá por um relacionamento persistente no qual certas pessoas são maltratadas e/ou usadas de maneira injusta para o benefício de outras. No contexto trabalhista, grande parte dos empregados, na sociedade moderna, lidam com diversos problemas no mercado de trabalho. Tais como, o injusto salário recebido e a perda de vagas de emprego pela falta de qualificação exigida.    Primeiramente, vale ressaltar que, de acordo com o sociólogo Karl Marx, ocorrem muitos casos em que o funcionário não recebe de maneira proporcional ao que produz, ou seja, há a mão de obra excedente ao necessário e, para ele, essa ação denomina-se Mais Valia. É inegável que esse conceito seja considerado atemporal, pois, mesmo que, atualmente, os direitos trabalhistas sejam mais eficazes, com jornada de trabalho definida, férias remuneradas, entre outros, a exploração ainda está presente nas relações empregatícias. Esse aparece disfarçado em horas extras não pagas, na conexão incessante com o ofício, no “quebra-galho” para o chefe, etc. Ademais, é evidente que existe uma hierarquia, na qual o maior prejudicado é o elo mais fraco da relação – o trabalhador.

Outro ponto relevante que deve ser destacado é que, apenas 21% dos brasileiros possuem Ensino Superior completo, aponta levantamento da OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Nesse sentido, é compreendida a ligação entre a aceitação de condições ruins de trabalho e a desigualdade financeira. Dessa forma, vê-se que a elite têm recursos para ter um ensino de qualidade, e, pelos avanços da sociedade e tecnológicos, é exigido cada vez mais a capacitação profissional para preencher as vagas de emprego. Assim, a alta sociedade acaba por conseguir um bom cargo, com uma remuneração digna. Contudo, as camadas populares, que não dispõem de uma devida condição econômica para uma boa educação, têm que aceitar péssimas situações de trabalho, causado por não terem oportunidades melhores de emprego pela sua falta de qualificação.

Fica claro, portanto, que o cenário do trabalhador, desde sempre, é problemático. Para que haja melhora nas relações trabalhistas, o governo deve intervir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos funcionários, assim como deve fiscalizar o cumprimento desses direitos. Cabe aos órgãos públicos, assim como aos privados, assegurar o salário justo do empregado, por meio de políticas que visem afirmar os direitos do contratado. É essencial, também, a reflexão por parte da sociedade e a cobrança pelos seus direitos. Logo, será alcançado o objetivo da construção de uma sociedade mais justa e igualitária.