A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 10/07/2020
A exploração trabalhista na sociedade vigente e sua omissão ou banalização é uma problemática recorrente e decrépita,todavia inconclusa.Devido ao modelo de produção toyotista e sua produção de acordo com a demanda, objetivando a não acumulação de produtos e matérias-primas,os ramos empresarias e multinacionais visam progressivamente o Just in Time,um sistema de fabricação capitalista e competitivo que subjuga os proletários à exploração trabalhista, renunciando o bem estar e as saúdes física e mental do empregado.
Em primeira análise, emerge como principal causa da exploração trabalhista o ambiente organizacional desgastante e insatisfatório. Segundo Karl Marx, por ter uma finalidade em si mesmo, o processo produtivo aliena o trabalhador, já que é somente para produzir que ele existe. Eventualmente, em razão da divisão social do trabalho e dos meios, a sociedade se extrema entre possuidores e os não detentores dos meios de produção, classes dominante e dominada.
Em segunda análise, mesmo que, atualmente, os direitos trabalhistas sejam mais eficazes, com jornada de trabalho definida, férias remuneradas, entre outros, o fantasma da exploração ainda está presente nas relações empregatícias. Esse aparece disfarçado em horas extras não pagas, na falsa relação familiar entre empregada doméstica e patrão, na conexão incessante com o trabalho, no “quebra-galho” para o chefe, etc.Ademais,o discurso empreendedor que aconselha o trabalhador a utilizar o máximo do seu tempo para produzir, apoiando-se numa ideia meritocrática de “quem quer consegue”,consequentemente,abala as relações familiares e surgem os problemas de saúde, pois, muitas vezes, não há tempo para comer e dormir e os indivíduos perdem a empatia.
Em síntese, cabe aos órgãos governamentais, anexo ao Ministério do Trabalho, a elaboração de diretrizes, políticas e campanhas que assegurem os direitos trabalhistas da classe proletária, com o fito de desenvolver um meio social e econômico que possibilite a estabilidade psicoemocional dos trabalhadores.