A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 13/07/2020
Nas relações trabalhistas modernas, a valorização do trabalho está relacionada ao grau de instrução e formação que um indivíduo apresenta. Contudo, no Brasil, o número de pessoas que possuem formação especializada é muito escasso e, consequentemente, essas são explorados devido ao não enaltecimento da sua função. Dessarte, é imprescindível salientar a ineficácia do Estado em fornecer alicerce para formação de profissionais e a formação histórica do Brasil como responsáveis pela exploração trabalhista advinda do desvalor atribuído a alguns profissionais.
A priori, para a especialização do trabalho é necessário um processo de escolaridade atrelado ao experimento técnico adquiridos nas instituições de ensino. Nessa perspectiva, tendo em vista as estatísticas em reação à quantidade de analfabetos funcionais ( 30% dos brasileiros, de acordo com o Instituto de Alfabetismo Funcional), é possível denotar o imbróglio para a progressão do ensino no país. Destarte, o Estado, ao se mostrar ineficaz em fornecer educação para o desenvolvimento escolar dos brasileiros, o que corrobora com a problemática da exploração trabalhista na modernidade.
Ademais, na formação histórica do Brasil, o trabalho nunca foi valorizado, mas sim os bens materiais. Nessa perspectiva, devido ao fato da mão de obra ter sido essencialmente escrava, houve uma formação cultural na qual o serviço prestado não era prestigiado. Com isso, assim como o trabalho escravo ainda existe, a cultura da valorização de bens materiais sobreposto ao valor do trabalho também é hodierno. Exemplo disso é o fato de uma casa custar cerca de mil vezes mais que o valor da mão de obra de um pedreiro que a construiu, por exemplo.
Dessarte, denota-se que é preciso que a sociedade reconheça o valor do trabalho e que a educação nacional seja capaz de formar novos profissionais especializados para reverter a situação da exploração trabalhista. Para isso, o Ministério da Educação em parceira com o Ministério do Trabalho deve fornecer aos profissionais não especializados, como pequenos empreendedores e pedreiros, minicursos para atribuir mais tecnicidade para a profissão desses indivíduos, os quais podem ser oferecidos mediante parcerias publico-privada com escolas técnicas. Além disso, a sociedade deve combater a cultura que desvaloriza a força do trabalho e valoriza os bens materiais por intermédio de ativismo nas redes sociais e promovendo discussões em ambientes de formação de opinião, como nas escolas e na mídia.