A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 14/07/2020
O mundo passa por fenômeno social chamado “uberização” do trabalho. Esse termo deriva do nome do aplicativo de celular “Uber”, que encontrou uma maneira de driblar as leis trabalhistas colocando o operário como um empresário autônomo. Com esse termo, a empresa se isenta de ter que pagar qualquer tipo de imposto, encargo ou direito ao trabalhador. Gerando um lucro alto, praticamente sem custo, explorando necessitados.
De acordo com a organização Aliança Bike, 57% dos trabalhadores informais trabalham todos os dias da semana, 72% admite permanecer na sua função por mais de 12 horas diárias e o ganho mensal médio é de 992 reais. O que levaria alguém a se submeter a uma de rotina de trabalho tão estressante e pouco remunerada? Obviamente, o desemprego.
Com a taxa de desemprego subindo, o número de empresários por necessidade sobe por consequência. Como não conseguem um emprego formal, se colocam nessa posição para sobreviver. O que leva à danos, por exemplo: o afrouxamento de leis trabalhistas, a precariedade das condições de trabalho e a baixa remuneração dos empregados.
É necessário cada dia mais uma ação social para contornar essa situação precária. O Poder Legislativo precisa agir criando novas leis trabalhistas para o mundo moderno, e o Executivo, fiscalizando os “novos patrões”. Para incentivar a mudança, os empregados informais deveriam se organizar, junto ao restante da população, realizando manifestações e greves para pressionar o Estado e as empresas que empregam esse método torpe de relação de produção.