A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 20/07/2020
Ao afirmar, em sua célebre canção, “O Tempo não Pára”, o cantor e compositor Cazuza faz, de certo modo, uma comparação entre o futuro e o passado. De fato, ele estava certo, pois a exploração trabalhista na sociedade moderna é um problema que vem se repetindo ao longo dos anos. Desde o seu descobrimento, o Brasil sofre com o abuso ocupacional, sendo esse um trabalho análogo a escravidão que mesmo abolida em 1988 ainda vigora no mundo. Desse modo, as dificuldades se agravam, seja pela ruptura na educação seja pela priorização do lucro.
Deve-se destacar, de início, à ausência da educação e à falta de informação como uns dos complicadores do problema. Nesse sentido, segundo Rousseau, na obra “Contrato social”, cabe ao Estado viabilizar ações que garantam o bem-estar coletivo. No entanto, nota-se no Brasil, que a exploração rompe com as defesas do filósofo iluminista, uma vez que segundo a Organização Internacional do Trabalho (OTI) atualmente à cerca de 21 milhões de pessoas submetidas a condições de trabalho escravo no mundo. Logo, é preciso uma intervenção para que essa questão seja modificada com o propósito de alcançar a isonomia esperada pela sociedade.
Assim, é imprescindível ressaltar a priorização do lucro no modelo trabalhista. No decorrer da formação do Estado brasileiro, a exploração ocupacional, se faz presente durante todo o processo. Isso, aliado a divisão de classes sociais e a crença na inferioridade contribuem para que esse problema persista atualmente. Portanto, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil para que, assim, chegue ao fim o trabalho análogo a escravidão que consiste em serviço de condições degradantes, servidão por dívida, restrição de locomoção, trabalho forçado e jornadas exaustivas de trabalho.
Fica evidente, portanto, que algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o ministério do trabalho, por intermédio de verbas governamentais, deve viabilizar regras que garantam melhores condições de trabalho para a população e uma fiscalização dessas normas. Nesse sentido, a finalidade de tal ação é que todos os cidadãos tenham melhoria de vida. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois, conforme Gabriel O pensador, “Na mudança do presente a gente molda o futuro”.