A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 20/07/2020
A relação entre homem e trabalho é conflituosa há séculos, e atualmente, ainda observa-se resquícios disso. O sistema capitalista é feroz, e contribui diretamente para a exploração trabalhista existente, ainda que as vezes esta se torne imperceptível. Além disso, ideologias contribuem para a forma mais perversa dessa exploração, a escravidão.
Em sua obra, O Capital, Karl Marx argumenta acerca do trabalho alienado, ou seja, aquele em que não se dedica ao interesse da população em geral e sim de um grupo específico. Neste, o trabalhador torna-se apenas força de trabalho, perdendo sua liberdade e humanidade. Apesar de nos dias atuais haver diversos direitos trabalhistas, a exploração de indivíduos ainda está presente e se camufla nos favores feitos ao patrão, nas horas extras não pagas ou até mesmo no falso laço familiar com o empregado. Logo, é evidente a objetificação do funcionário, transformado em mão de obra.
Outra forma mais escancarada dessa exploração é a escravidão. Há quem pense que a escravatura foi completamente abolida em 1888, porém, nos dias atuais ainda existem pessoas que se acham donos de seus serviçais. Em 2018 ações fiscais da Inspeção do Trabalho do Governo Federal identificaram 1700 caos de trabalho escravo no Brasil. Já em 2020 na Bahia uma mulher foi resgatada de uma casa em que trabalhava por 35 anos sem nenhum tipo remuneração.
Diante disso, é perceptível a problemática existente no cenário do trabalhador brasileiro. É necessário que o Governo garanta os direitos e benefícios previstos na constituição, através da fiscalização do cumprimento dos mesmo. Ademais, é preciso que o Ministério da Justiça controle a execução das penas por sujeição de trabalho escravo, a fim de garantir que essas pessoas paguem por esse crime e diminua sua ocorrência.