A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 31/07/2020
São Tomás de Aquino defendeu que todas as pessoas devem ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, no hodierno brasileiro com os avanços tecnológicos e a globalização a questão da explorção trabalhista na sociedade não seguem o ponto de vista do filósofo. Sendo assim, é necessário um análise dessa problemática que conta com os desafios da divisão internacional do trabalho (DIT) e da hegemonia do mercado de trabalho.
Primeiramente, cabe ressaltar o pensamento a respeito da globalização de Milton Santos que “A globalização atinge ao mundo todo, mas não a todos os lugares”. Nesse sentido, o pensamento do geógrafo reflete a respeito dos grandes problemas da globalização mundial, um deles é a divisão internacional do trabalho que abriu brechas para grandes multinacionais produzirem seus produtos em países com leis trabalhitas mais brandas, como a china ou Índia, o que por si só contribui para a grande exploração do trabalho e mão de obra na sociedade moderna. Faz-se necessário, portanto, a dissolução dessa conjuntura conscientizando as populações desses países periféricos sobre o preço justo da força de trabalho.
Outro fator relevante, que deve ser destacado, é a hegemonia do mercado que influencia as pessoas, segundo o filósofo Gramsci, nem sempre essa dominancia absoluta necessita de violência na maioria das vezes é exercida por meio da manipulação intelectual levando os indivíduos a aceitarem a determinadas situações. Nesse ponto de vista, torna-se evidente como é vantajoso para empresas adotarem um discurso para com seus funcionários os sujeitando a condições de trabalhos extremas e análogas a escravidão com a aceitação deles em troca de baixos salários, com o intuito de aumentar os lucros. Isso um não só é um fato lamentável como também desumano, visto que tais condições violam os direitos humanos de trabalho e liberdade.
Portanto, é necessário que os Governos em parceria com Organizações não Governamentais (Ongs) se esforcem para a criação de uma sociedade com condições de trabalhos justas, por meio da criação de um projeto educacional e conscietizador a respeitos de direitos trabalhista e mão de obra assalariada e justa em comunidades e locais com as situações supracitadas, a fim de erradicar a exploração do trabalho e condições de escravidão na sociedade moderna. Fazendo isso, espera-se que a globalização chegue adequadamente ao mundo e todos os lugares contrariando o pensamento de Milton Nascimento e tornando concreto o pensamento de São Tomás de Aquino.