A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 31/07/2020
No filme “O Preço do Amanhã” o personagem principal recebe pelo seu trabalho tempo de vida. No entanto, a existência de pessoas muito mais ricas donas das empresas em que trabalhava o fez perceber a exploração que ele sofria, uma vez que apenas recebia em horas por um dia inteiro de trabalho repetitivo, enquanto outros, em milênios quando mal trabalhavam. Ao sair da ficção, é possível perceber, assim como no filme, a existência do aproveitamento da mão de obra na sociedade atual pelo sistema capitalista e - como reverberação - a situação das fábricas no Brasil e no mundo.
Em primeira análise, o capitalismo globalizado associado ao neoliberalismo possibilitou que as situações de exploração se expandissem. Na Segunda Revolução Industrial, a não intervenção estatal nas fábricas viabilizou que praticamente não existissem direitos trabalhistas e salário adequado, enquanto o capitalista, como dito pelo filósofo Karl Marx pela ideia de mais-valia, recebessem muito mais pelo uso da força de trabalho do proletariado. Atualmente, o liberalismo se encontra com a globalização, fazendo com que as empresas - que antes se situavam em países com direitos garantidos (os pioneiros na industrialização) - procurassem mão de obra e terras mais baratas em países de terceiro mundo.
É necessário observar, consequentemente, que muitas dessas fábricas ainda exploram os trabalhadores, levando-os a situações até desumanas dentro delas. Como no Brasil a maioria das instituições escolares, principalmente públicas, não abordam com frequência a questão dos direitos civis e trabalhistas, empresas multinacionais como a Amazon e a Zara, acusadas muitas vezes de abuso dentro de suas fábricas (como condições insalubres e longas jornadas), podem se estabelecer no Brasil. Assim, os funcionários - que cresceram sem a ideia adequada de seus direitos - podem se submeter a essas condições sem perceber a exploração.
Portanto, é fundamental que se combata a exploração trabalhista no Brasil. Para isso, é preciso que o Estado informe à população os seus direitos. Com esse objetivo, as instituições educacionais - em parceria com o Ministério da Educação - devem abordar frequentemente os direitos civis e trabalhistas em aulas de Ciências Humanas por meio de abordagens próprias para cada idade e supervisionadas por um professor da área, para que no futuro os cidadãos percebam o abuso rapidamente para fluidez do processo contra a empresa. A partir disso, os brasileiros não trabalharão em condições ruins e receberão, ao contrário do filme, salários justos para sua profissão.