A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 30/07/2020

No filme Tempos Modernos, Charlie Chaplin retrata a vida de um operário que é condicionado a trabalhar conforme a máquina, sem respeitar os limites psicobiológicos e sociais do homem. Em paralelo à realidade, a obra relata um problema ainda comum: a exploração trabalhista. Com isso,  nota-se que algumas consequências são preocupantes, como a precarização dos direitos em empregos terceirizados e o comprometimento a saúde do indivíduo.

De início, destaca-se que um dos conceitos mais discutidos nos tempos atuais é a “uberização” do trabalho, bem como a falta de assistência legal como consequência, pois é um tipo de terceirização do trabalho. Diante disso, constata-se que, no mundo capitalista, o principal objetivo a ser alcançado é o lucro, no entanto, para obter tal objetivo, o trabalhador terceirizado é o mais prejudicado, pois não existe carteira de trabalho e também não existe direitos assegurados (como o Fundo de Garantia de Tempo de Serviço- FGTS) caso aconteça alguma adversidade, o que é grave. Esse fato faz analogia ao principal legado do livro O Príncipe, de Maquiavel, o qual os fins são justificativas para os meios, isto é, o lucro é mais importante do que garantir o direito à dignidade que toda e qualquer pessoa obtém.

Além disso, outro grande problema é o comprometimento da vida saudável do indivíduo, visto que, na maioria das vezes, a rotina cansativa e acelerada do trabalho pode corroborar doenças psicobiológicas. Dessa maneira, é evidente que doenças como a ansiedade e a depressão podem ser aprofundadas a partir de uma não rotina de cuidados básicos, a exemplo de uma rotina de sono e de uma alimentação balanceada, impedindo o pleno funcionamento do trabalhador em ativa, o que é preocupante. Tal situação é perceptível no filme O lado bom da vida, dirigido por David Russel, no qual descreve a vida de Pat Júnior que, com o avanço da depressão, não conseguiu seguir no trabalho, ou seja, quando transtornos como esses são negligenciados pelos patrões, os trabalhadores tendem a não produzir da melhor forma possível.

Por fim, é notória a necessidade da consolidação dos direitos trabalhistas. Assim, é dever das entidades responsáveis pelas legislação do trabalho, exemplo do Ministério do Trabalho no Brasil, assegurar os direitos dos trabalhadores, por meio de leis eficazes e severas, como multas aos empregadores que não pagarem horas extras e que não fornecerem férias ou folgas, a fim de valorizar o esforço e a produtividade dos empregados. Ademais, o Governo Federal deve exigir das empresas um acompanhamento sério da saúde dos que trabalham, sobretudo com psicólogos e com médicos, por meio de exames e consultas mensais, a fim de assegurar a dignidade humana  e a saúde de cada pessoa.