A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 31/07/2020
O livro “O Capital”, escrito pelo filósofo e sociólogo Karl Marx, define a mais-valia como o processo de exploração do sistema capitalista sobre a mão de obra assalariada. A problemática não se restringe apenas à obra literária e, lamentavelmente, estende-se pela realidade brasileira. Tal adversidade agrava-se por meio da implacável ambição do mercado pós-moderno, atrelada à desigualdade social no Brasil.
De início, é lícito postular que, o filme americano “Tempos Modernos”, dirigido por Charles Chaplin, retrata a desumana e estressante rotina dos operários durante à Revolução Industrial. Analogamente à realidade, apesar da Reforma Trabalhista, tal situação se perpetua até os dias atuais. Como prova disso, de acordo com o jornal BBC News, cresce o percentual de suicídios por excesso de trabalho no Brasil. Essa informação reforça, sob a perspectiva de Karl Marx, a ideia de que o sistema capitalista não apenas explora por meio do trabalho excedente na produção, como também negligencia a saúde física e psicológica dos funcionários.
Ademais, a exigência por uma mão de obra cada vez mais especializada impulsiona a desigualdade social, uma vez que apenas aqueles que dispõem de tempo e dinheiro para dedicar-se ao processo de formação e aperfeiçoamento profissional conseguem subir na hierarquia social e econômica. Dessa forma, a situação dos indivíduos que estão à margem do mercado de trabalho propicia a exploração trabalhista no Brasil, já que grande parte dos desempregados, sem saída, se submetem à condições desumanas de trabalho.
Destarte, a fim de atenuar a exploração trabalhista na sociedade moderna, o Governo, por meio do Legislativo, irá impor que os estabelecimentos públicos e privados ofereçam acompanhamento psicológico aos seus funcionários. A iniciativa ainda contará com o apoio do Ministério do Trabalho para intensificar as políticas públicas de fiscalização do trabalho no Brasil. Dessa forma, a as condições desumanas de trabalho serão típicas apenas da Revolução Industrial e, felizmente, estarão distantes da realidade brasileira.