A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 29/07/2020
A Revolução Industrial do século XIX ficou marcada pelas grandes transformações nos paradigmas do trabalho e da vida social,tendo reflexos positivos como também negativos. No entanto,mesmo após grandes movimentos trabalhistas e direitos garantidos pela Constituição à dignidade humana, ainda prevalece a exploração trabalhista em prol ao acúmulo de capital,no qual prejudica o trabalhador e as próprias relações de trabalho.
É importante pontuar que a Globalização foi essencial para os avanços nas técnicas de trabalho, relacionando o novo mundo tecnológico com o antigo modelo trabalhista,manual. Embora a máquina tenha sido aperfeiçoada para fazer o trabalho mais pesado,rápido e prático, o trabalhador em situação quase análoga a escravidão ainda é presente no cenário mundial. Em geral esses empregados se encontram nesta situação para tentar escapar das taxas de desemprego, que no Brasil chegam a atingir cerca de 13 milhões de pessoas, de acordo com dados do IBGE,entre eles estão analfabetos, imigrantes,pessoas com baixa renda,que não tem consciência de seus direitos e acabam por buscar maneiras de sobreviver ao mundo capitalista. Esses casos são frequentes nas metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro,na tentativa de escapar das estatísticas ,esses trabalhadores arriscam-se diariamente em serviços de entrega,sem carteira assinada ,por salários que não chegam nem ao ‘‘piso’’.
Outrossim,ainda existe o prejuízo as relações de trabalho,já conturbados pelo mundo moderno,no qual de acordo com o sociólogo Sergio Buarque,ocorre a desumanização do trabalho para priorizar o acúmulo de capital, o que se opõe ao Artigo 6° da Constituição de 1988,em que é dever do Estado garantir um trabalho de qualidade ao cidadão,mas em prol a mais valia,isso não ocorre.Dessa forma acontece a exploração do dominado,que estar a merce do medo do sistema capitalista,esse fato é corriqueiro em países subdesenvolvidos,onde muitas marcas aproveitam-se das restritas leis trabalhistas e do embargo político da região,como a China, para a instalação de sua manufaturas á baixo custo,oprimindo ainda mais seu trabalhador.
Portanto,para que a exploração trabalhista seja minimizada, é necessário que órgãos como ONU atribua mais ênfase a este tema,já que é tão comum na sociedade moderna,para que assim Ministérios do Trabalho atentem-se ao marketing negativo que as taxas de desemprego fazem. Isso fará com que eles formulem maneiras de oficializar empregos informais através da diminuição de imposto a empresas iniciantes, e que regularizem leis trabalhistas mais vigentes, para que assim sejam garantidos os direitos pela Constituição ao servidor,além de aumentar o número de empregos. Mas também fazendo com que haja a humanização do trabalho,sem que haja a perda do capital.
Um exemplo,não muito distante, foi a divulgação de que grandes marcas,como a Nike,que instalavam suas manufaturas em países subdesenvolvidos,para se aproveitar de restritas leis trabalhistas,para produzir com baixo custos ‘’nas costas’’ dos operários ,que chegavam a trabalhar 15 horas por dias, em ambiente insalubres,por pequenos salários, o que foi um marketing negativo para a marca,já que os consumidores reprovavam está ação da empresa. Dessa forma essa ação