A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 30/07/2020

O filme “tempos modernos”, de Charles Chaplin, mostra a situação dos operários frente à Revolução Industrial, na qual eram submetidos a um tipo de produção que visava apenas o lucro, independente das condições físicas e psicológicas dos trabalhadores. Aliado a isso, atualmente a exploração trabalhista ainda está presente no meio contemporâneo, visto que as pessoas estão ainda mais centradas na busca pelo maior lucro possível, esquecendo que não são máquinas, e ainda se tem a ideia de que o trabalho dignifica o homem.

Segundo a filosofia de São Tomás de Aquino, “os indivíduos de uma sociedade democrática possuem a mesma importância”, porém essa ideia não se faz presente na realidade trabalhista da grande maioria dos brasileiros, uma vez que existem pessoas que trabalham mais de vinte e quatro horas para receber apenas um salário mínimo, o que é o exemplo de vários entregadores atualmente, que chegam a ser vistos como uma nova forma de escravidão, pois as condições de trabalho são as mais precárias e o retorno financeiro não é tão rentável. Isso acontece, pois estamos presos a um ciclo vicioso no qual o mais importante é produzir e vender para lucrar cada vez mais se esquecendo que os trabalhadores são seres humanos e que como todos de sua espécie tem limitações.

Somado a isso, a ideia de que o trabalho é detentor da dignidade humana, sustenta e mascara a exploração trabalhista presente na sociedade moderna, uma vez que se firma uma “moral de rebanho”, que conforme o filósofo Nietzch, é quando uma ideia prevalece e os outros apenas seguem, de que quanto mais se trabalha, mais dignidade a pessoa detêm, o que se parar para observar não é bem assim, porquê atualmente a grande maioria das pessoas que trabalham em jornadas de trabalhos menos intensas são os que possuem um poder aquisitivo maior já os que tem jornadas exploradas de trabalho são aqueles que mais precisam. Tal fato acontece, pois estamos presos a uma educação “bancária”, de acordo com o educador Paulo Freire, que é a pedagogia da passividade e da repetição, e com isso a exploração trabalhista cresce cada vez mais.

Faz-se necessário, portanto, o investimento por parte dos centros educativos junto com o ministério da educação em um ensino que vise formar pessoas mais críticas a respeito do tema, por intermédio de palestras com especialistas no assunto que permitam que o aluno seja sujeito de suas ideias, a fim de que a ideia de dignidade atrelada a exploração do trabalho não seja mais uma realidade e ainda a ajuda do poder legislativo em acordo com a população em leis mais rigorosas quanto a questão de exploração dos trabalhadores, para que a busca desenfreada por lucro não seja um meio que justifique a permanência do tema em questão e que mude a moral de rebanho presente na sociedade.