A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 25/07/2020
A Constituição de 1988 é considerada mundialmente como umas das mais justas e focada no cumprimento dos direitos sociais, como o Artigo 6º que garante à população o direito ao trabalho. Contudo, a exploração trabalhista é um dos temas que assolam a sociedade moderna, uma vez que a escravidão contemporânea é uma realidade que deve ser combatida por meio da eliminação da herança escravocrata e do crescimento da noção de direitos humanos entre os cidadãos.
É válido analisar, de início, o quanto a história brasileira é derivada do sistema colonial, o qual tinha como mão de obra índios e negros que eram forçados a trabalhar para os senhores detentores do poder. Atualmente, após a abolição da escravatura, ainda existem evidências de situações de trabalho análogas à escravidão em áreas rurais, têxtis e de construção civil. Tais pessoas se submetem a esses tipos de exploração, normalmente, por necessidade financeira, como imigrantes ilegais, cuja única saída é trabalhar em condições degradantes para não precisar voltar ao país de origem; e caminhoneiros que fazem jornadas exaustivas em estradas perigosas pelo pais.
Além disso, é possível notar, ainda, que outro fator influenciador do aumento de casos de exploração trabalhista é a falta de noção de direitos humanos e constitucionais da população. Isso porque, a grande maioria das pessoas que sofrem com esse tipo de trabalho escravo contemporâneo são analfabetos ou com baixa escolaridade, o que os tornam reféns de pessoas focadas apenas em lucrar. Tal reflexão foi defendida pelo filósofo Karl Marx, o qual criticava o capitalismo e o seu poder de alienar o trabalhador por meio da exploração de sua força de trabalho, como foi representado no filme Tempos Modernos interpretado por Charlie Chaplin, cujo personagem retrata o esforço repetitivo que o trabalhador é submetido até nos dias atuais.
Portanto, para garantir que o direito ao trabalho seja assegurado de forma justa como prometido pela Constituição Federal, é necessário que o Governo amplie os direitos e benefícios do trabalhador, por meio de projetos que foquem investir o dinheiro público da maneira correta, promovendo campanhas que instruam a população sobre questões legislativas a fim de conscientizar a sociedade de seus direitos. Além disso, deve, também, fiscalizar o cumprimento das leis, com apreensões mensais de pessoas que explorem trabalhadores em seus campos de produção, através da ouvidoria de denúncias por um canal telefônico disponibilizado pelo próprio Estado. Por fim, as empresas públicas e privadas precisam criar meios de garantir a saúde fiscal e mental do empregado, por meio de acompanhamento médico e psicológico, sempre que possível, a fim de evitar a LER (lesão por esforço repetitivo) como foi interpretado por Chaplin.