A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 24/07/2020

No século XIX, alguns anos após a Revolução Industrial, estourou na Inglaterra uma revolta operária que ficou conhecida como “Cartismo” em que os trabalhadores enviaram cartas aos patrões na busca de melhores condições de trabalho. Nos dias de hoje, no entanto, ainda há uma má qualidade no desenvolvimento do trabalho. Por isso, é válido analisar a exploração trabalhista na sociedade moderna ocasionada, principalmente, pelo informalização dos empregos, além da falta de fiscalização por parte dos órgãos encarregados.

Em primeiro lugar, vem aumentando no Brasil e no mundo o número de trabalhadores informais, ou seja, pessoas que exercem funções sem ter Carteira de Trabalho assinada. Segundo pesquisas realizadas pela Universidade de Brasília (UNB), mais de 30% dos engenheiros formados na faculdade não possuem emprego formal e atuam na empresa americana “Uber”. Diante disso, empresas que empregam funcionários desse modo tendem a não regulamentar leis trabalhistas devido, principalmente, à grande concorrência que faz com que as pessoas insatisfeitas sejam facilmente substituídas. Logo, há uma tendência crescente de exploração dos envolvidos, por tal fato, deve haver a obrigatoriedade da criação de normas como horas máximas trabalhadas por dia e direito a férias e punição para o eventual não cumprimento.

Em segundo lugar, de acordo com o psicanalista Sigmund Freud, “o homem vive em busca do prazer e na esquiva da dor”. Essa frase pode admitir várias interpretações, mas uma delas é a que muitos homens buscam o prazer no lucro e com isso exploram outras pessoas. Tal fato é evidenciado com uma reportagem feita pelo programa “Fantástico” da Rede Globo de televisão que mostrou uma pequena empresa do norte do Brasil que escravizava alguns empregados, pagando-os apenas com comida. Situações como essa eventualmente vem à tona no país, principalmente, por não haver uma intensa fiscalização sobre os patrões e empregadores, fato que torna a exploração um absurdo cada vez mais comum. Então, deve, a Polícia Federal criar mecanismos que possam fazer essa análise no território nacional.

Portanto, na busca de minimizar a exploração trabalhista na sociedade moderna, cabe ao Poder Legislativo padronizar os direitos de todos os trabalhadores do país, por intermédio de leis que garantam o exercício digno da função com carga horária definida e um período de férias, a fim de evitar a exploração do empregado. Além disso, cabe à Polícia Federal fiscalizar intensamente as empresas pequenas e médias de todo o território, por meio de visitas às indústrias diariamente por seus oficiais, para que não seja mais necessário ver protestos em busca de dignidade como famoso Cartismo.