A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 30/07/2020
No século XIX,uma organização de trabalhadores,em busca de melhores condições, reuniu-se em defesa de leis específicas para reger as relações de trabalho,ficando, conhecida na história como o Movimento Operário. Na modernidade,tal cenário de indignação se mantém em vista da exploração trabalhista que atinge princialmente,os funcionários menos especializados. Diante disso,é possível compreender alguns dos fatores que impulsionam essa problemática como a negligência governamental e o descaso social acerca do progresso e do bem-estar dos trabalhadores.
A priori,de acordo com a Constituição Federal, é dever do governo assegurar e fiscalizar o funcionamento, adequado, dos diversos setores trabalhísticos. Entretanto,o uso abusivo e exaustivo,na modernidade, de milhares de indivíduos por empresas e estabelecimentos põe em xeque tais parâmetros,na medida em que não há uma proteção rigorosa contra essas circunstâncias. Exemplo desse,triste, cenário é a extrapolação do limite máximo de 8 horas por dia, na qual, sem alternativas, os funcionários são obrigados a cumprir para poder suprir suas necessidades. Com base nesses fatos,fica evidente a relevância do poder governamental, posto que sem a sua atuação torna-se impossível mitigar os danos vinculados aos direitos da população, principalmente, a mais carente.
Somado a isso, de acordo com a filósofa Hannah Arentd, a sociedade vivencia a era da “Banalização do Mal”, na qual o indivíduo torna-se acrítico diante das nuances sociais. Diante disso,fica claro que a irracionalidade contribui, de modo positivo, para a exploração trabalhista, na medida em que boa parte dos patrões/sociedade não reflete ou se preocupa com o bem-estar dos funcionários, impondo, assim, medidas impróprias. Prova disso,segundo o site Estadão, é o pagamento de salários menores que o mínimo,além da ausência de seguros ou indenizações no caso de acidentes. A vista desse contexto,a conscientização social faz-se uma das ferramentas indispensáveis,na atualidade, para equilibrar as relações de trabalho com o desenvolvimento de mentalidades mais racionais.
Diante dos fatos supracitados,com o intuito de combater a exploração trabalhista,cabe ao poder governamental e ao poder público a tarefa de elaborar mecanismos eficientes para solucionar tal problemática. Isso pode ser feito por meio da contratação de empresas específicas,por parte do governo, para fiscalizar e aplicar multas a estabelecimentos que infrinjam as condições definidas por lei,assegurando,assim, com a regulamentação um ambiente propício para o trabalho e bem-estar do empregado. Ademais a sociedade,deve criar palestras e debates públicos,com profissionais capacitados,que por usufruto do diálogo,conscientizem a população e os empregadores para que esses atuem em prol de condições mais justa,corroborando,desse modo para o avanço do país e da nação.