A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 31/07/2020
Em decorrência do processo de globalização e ascensão do capitalismo, o mundo se modernizou no que tange aos meios produtivos. Em decorrência disso, contudo, é evidente na contemporaneidade o aumento da exploração da força de trabalho e da falta de valorização daqueles que compõem a classe proletária. Outrossim, a persistência do abuso no que concerne à produção decorre, principalmente, da ausência do Estado para com esse grupo, bem como da hiper valorização do lucro em detrimento do indivíduo no território nacional.
A priori, de acordo com a Consolidação das Leis Trabalhistas, promulgada na Era Vargas, é garantida ao trabalhador a valorização do trabalho e os direitos da classe proletária. Entretanto, é explícita na atualidade brasileira o abuso dos indivíduos que compõem a engrenagem produtiva, com horas de trabalho massacrantes e sem remuneração adequada, muitas vezes em analogia ao trabalho escravo. Dessa maneira, torna-se evidente a falta de participação do Estado no que tange ao apoio e à fiscalização dos direitos inerentes a esse grupo, contribuindo para o aumento da exploração massiva deles, uma vez que, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, houve um crescimento de cerca de 20% no que concerne ao abuso das condições trabalhistas na modernidade.
Somado a isso, com base na filosofia de Karl Marx, o conceito de mais-valia representa a diferença entre o valor final da mercadoria produzida e a desproporcional remuneração do trabalhador. Análogo ao pensamento Marxiano, é evidente na modernidade do Brasil a valorização massiva do lucro em detrimento das condições da força produtiva, evidenciando a persistência da exploração da classe proletária. Em decorrência disso, torna-se explícito processo de alienação do trabalhador, não tendo acesso ao produto que fabrica, contribuindo para possíveis transtornos psíquicos deles, uma vez que de acordo com a Organização Mundial de Saúde, o índice de suicídio entre os trabalhadores alarmou na sociedade moderna.
Assim, tendo em vista a exploração trabalhista na contemporaneidade, torna-se necessária e indispensável a intervenção do Ministério do Trabalho, juntamente com o Congresso Nacional, em diálogo com os representantes das classes trabalhadoras, na criação de projetos de leis que visem, de fato, a melhoria e valorização da força produtiva, a fim de atenuar a ausência do Estado no que concerne ao aumento do abuso do trabalhador. Ademais, é dever das instituições de ensino a participação efetiva na formação social dos indivíduos, com a realização de palestras nos espaços educacionais que explicitem a necessidade da conservação da garantia de direitos do proletário, com o objetivo de diminuir o índice de exploração trabalhista pela hiper valorização do lucro na modernidade.