A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 29/07/2020

Marco de mudanças no modo de produção de bens de consumo e agente de transformações profundas na sociedade do século XVII, a Revolução Industrial, segundo Karl Marx, simboliza o início da exploração trabalhista, formalmente, no mundo. Nesse sentido, o capitalismo e a globalização, dentro do dinamismo econômico vigente - desemprego, pandemia, recessão - são responsáveis, de acordo de especialistas, por grande parcela da população ‘‘optar’’ por trabalhos que infringem direitos garantidos pela Organização Internacional do Trabalho.

Concomitantemente, as relações de trabalho sofrem influências do contexto socio- econômico de seu tempo. Até a segunda década do século passado a mão e obra das indústrias era composta por uma grande quantidade de adultos e crianças que cumpriam uma longa jornada de trabalho, fora o alto índice de insalubridade. Com o fim da primeira Guerra Mundial é criada a O.I.T., iniciando-se assim, um esforço para garantir direitos aos trabalhadores e coibir abusos.

No entanto, apesar de algumas trabalhistas, vive-se na sociedade moderna uma recessão econômica e um alto índice de desemprego instaurado nos centros urbanos, o que gera um aumento da informalidade. Essa situação propicia a obsolecência das capacidades humanas, forçando o indivíduo a sujeitar-se a serviços, muitas vezes, degradantes e sem nenhum aporte legal.

Portanto, é necessário que orgãos como o Ministério do trabalho, Ministério público de Estados e Secretarias de desenvolvimento dos Municípios organizem fiscalizações para impedir abusos, como o trabalho escravo. Além disso, promover cursos por meio da parceria com empresas públicas e privadas possibilitando a reincerção no mercado de trabalho. Ademais, a parceria com Universidades e Centros técnicos é importante para que o indíduo possa se qualificar e garantir seu próprio sustento e o da sua família.