A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 29/07/2020

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos (DUDH), é garantido a todos o direito à saúde, à dignidade e ao lazer. Apesar disso, esses, são tolhidos no cenário capitalista atual, o qual não se preocupa com o trabalhador e o explora de diversas maneiras, resultando em certas comorbidades, como a exaustão tanto física quanto mental e o suicídio.

A priori, é importante ressaltar que durante a Revolução Industrial, na qual os trabalhadores eram submetidos a uma forma de produção que tinha como único objetivo o lucro, independente das condições físicas e psicológicas deles, não existiam leis trabalhistas. A ausência dessas, resultava numa exploração de seus direitos, tanto na escala de horários e honorários quanto na segurança do trabalho, os quais eram inexistentes, resultando numa exaustão física e mental, além de privar seus horários de lazer.

Além disso, na obra “o Suicídio”, o sociólogo Émile Durkheim discorre sobre o auto-cídio, que é consequência de uma civilização anômica, caracterizada pela falência de suas instituições sociais. Para além desse prisma sociológico, a exploração trabalhista na sociedade moderna vive em estado de anomia provocado pelas intensas transformações ocorrentes no mundo social moderno. Isso propícia no trabalhador, muitas vezes, traumas psicossomáticos, ansiedade e depressão. Nesse sentido, essa conjuntura de abalos psicológicos, ao continuar fomentada pela exploração, pode proceder ao suicídio, uma vez que esse público passa por um período conturbado tanto comunitário como pessoal.

Portanto, para que haja melhora nas relações trabalhistas e pessoais, o Estado deve intervir, garantindo e ampliando os direitos e benefícios dos trabalhadores, por meio de fiscalizações visando o cumprimento desses direitos com o intuito de assegurar o que é previsto na DUDH.  Somado a isso, é necessário que tanto o setor público quanto o privado garantam assistência psicológica, através de consulta com profissionais da área com a finalidade de reduzir a taxa de suicídio do trabalhador.