A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 26/07/2020
Na Inglaterra, entre os anos de 1860 e 1869, foram aprovadas leis defendidas pelo movimento Cartista que lutava, dentre muitas, pela diminuição da jornada de trabalho de 16h para 10h. No Brasil, a constituição de 1934 previa o estabelecimento do salario minimo, jornada de 8h, repouso semanal e ferias remuneradas. Porém, mesmo presente nos papei, a exploração trabalhista ainda está presente atualmente, levando trabalhadores a sofrerem sérios problemas à saúde física e mental.
Diante dessa premissa, é trivial notar a trajetória da aprovação de leis trabalhistas e as consequências do não respeito a elas. Na industria de jogos, o termo “crunch” exemplifica um desrespeito as leis trabalhistas e forma de exploração em que o individuo é posto em uma cargo-horária extra, muitas vezes exagerada, não remunerada afim de “polir” o jogo poucos meses anos antes do lançamento. Esse nome é dado devido ao ranger dos dentes decorrente do estresse ao longo de horas de trabalho. Em entrevista ao site de noticias, Kotaku, ex-funcionários da Naughty Dog, de diretor a animadores e programadores, disseram ter pedido demissão do estúdio ao longo dos anos de 2018 a 2020 devido a condição de estafa com consequência severas a saúde. Tais condições de trabalho, exemplificado pela industria de jogos, fazem parte do dia a dia de diversas pessoas e inúmeras profissões, causados pelo constante estimulo a “perfeição”, levando a frustração, cansaço, estresse e depressão dos funcionários.
Fica claro, portanto, que a pratica da exploração está presente ainda nos dia de hoje. Afim de prezar pela saúde e qualidade de vida de trabalhadores é necessária a intervenção do Estado na administração de número máximo de horas permitidas de trabalho, além da aprovação de leis que garantem a remuneração por horas extras de trabalho. Assim sera possível combater a exploração e o trabalho extensivo e garantir o bem estar dos trabalhadores.