A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 21/07/2020
Quando se fala em longas jornadas e exploração trabalhista, é comum que os pensamentos se voltem à escravidão, contudo, a situação está mais próxima do cotidiano do que aparenta. Desse modo, muitos cidadãos têm se sujeitado a intensos ritmos de trabalho, como é o caso dos entregadores ou “deliveres”, devido à morosidade estatal em garantir uma boa educação e frear a onda de desemprego.
Nesse nicho, é perceptível o mal causado pelos 300 anos de regime escravocrata aos indivíduos vítimas da injúria, e por causa disso, os olhares estatais deviam estar mais alertas para impedir que a ocasião se repetisse. No entanto, basta visualizar a realidade dos brasileiros autônomos e perceber que o dia a dia não se passa de acordo com o saudável padrão trabalhista. Isso acontece, haja vista que, por motivos de desemprego -o qual atinge mais de 12 milhões de pessoas, segundo o site UOL- os indivíduos levam grandes cargas horárias para tentar tirar seu sustento de acordo com os serviços prestados e, ainda assim, não possuem direitos básicos, como a aposentadoria, condições próprias de trabalho e salário mínimo, tendo em vista a falta de carteira assinada. Logo, a ocasião acima, a qual é vivida por servidores de empresas, como a uber e ifood, leva diversas pessoas a uma jornada correspondente a 12 horas consecutivas, de acordo com a pesquisa feita pela Associação Aliança Bike.
Não obstante,como fala o pensador e jurista contemporâneo,Raúl Zaffaroni,o Estado possui parcela da culpa das mazelas que envolvem a nação. Em comparação ao discurso, percebe-se que o poder governamental brasileiro também tem contribuído para a persistência do mau desenvolvimento trabalhista. Essa problemática assim se sucede, uma vez que, mesmo possuindo uma renda econômica na faixa dos trilhões de reais, segundo o jornal G1, o Governo pouco investiu produtivamente na educação e, consequentemente, não garantiu condições de empregos bem remunerados, tendo em mente que a contratação de trabalhadores se dá pelos seus respectivos sucessos acadêmicos. Dessa forma, as provas do cenário são os precários índices do ensino público,que mostram 70% dos alunos de Ensino Médio com baixo nível em disciplinas básicas,segundo relatos do Ministério da Educação.
Por conseguinte, é imprescindível ressaltar que o Ministério da Educação junto ao Ministério do Trabalho deve proporcionar uma boa educação que garanta empregos futuramente, por meio do investimento na construção de escolas técnicas e profissionalizantes que tenham professores qualificados.Como também, por intermédio da adesão de materiais científicos e educacionais cada vez melhores no dia a dia das universidades.Depois disso, por meio da abertura de concursos públicos que dão oportunidades de trabalho àqueles participantes do ensino público, a fim de que o nível de desemprego diminua e os cidadãos tenham mais chances de sucesso financeiro.