A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 24/07/2020
No século XVIII, com o advento da Revolução Industrial, normalizou-se o trabalho excessivo, com jornadas de ofícios que perduravam por mais de 13 horas diárias e condições trabalhistas extremamente precárias. Beneficiando, assim, apenas os burgueses donos de fábricas. Sob essa mesma influência e com a forte vertente capitalista, hodiernamente, as cargas horárias excedentes, os salários baixos e os contratos abusivos ainda integram a realidade de milhares de indivíduos. Sujeitando-os às circunstâncias semelhantes às de mais de 200 anos atrás.
Em primeira análise, é importante destacar o principal incentivo da prática exploratória: a busca pela
maximização dos lucros e, consequentemente, a minimização dos direitos dos funcionários. A fim de obter ganhos cada vez maiores. Tal como é visto em “O cortiço”, obra de Aluísio Azevedo, em que João Romão, proprietário do conjunto habitacional, para acumular riquezas explora incansavelmente sua escrava-amante. Além dos danos físicos causados pelo serviço demasiado, há a incidência de distúrbios psíquicos resultantes desse. Segundo levantamento da BBC (Corporação Britânica de Radiodifusão), cerca de 2 mil mortes anuais, entre elas o suicídio, são ligadas ao excesso de trabalho no Japão.
Ademais, o desemprego, que assola mais de 190 milhões de seres humanos no mundo, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho, corrobora para que os cidadãos de classes sociais mais pobres condicionem-se à atividades análogas à escravidão. Uma vez que, não há amplas oportunidades dentro do mercado de trabalho para essas pessoas, cujas dignidades são feridas.
Por analogia, na produção cinematográfica “O Diabo veste Prada”, comédia romântica do século XXI, Andrea, recém-formada em jornalismo, suporta o assédio moral e abuso de poder causado por sua chefe,durante o expediente profissional e ocasionalmente fora dele, por sua recente ingressão nos negócios de atividades. Ou seja, a ausência da ciência de seus direitos a impede de reivindicá-los, retrato fictício, mas que simboliza o atual cenário exploratório mundial.
Em suma, a exploração trabalhista ocorre como consequência do presente sistema capitalista que incentiva a valorização do alto poder aquisitivo. Entretanto, fatores como o desemprego e a falta de informação favorecem a permanência dos trabalhadores nessas situações. Para que os exploradores sejam punidos e os funcionários indenizados, é necessário que a ONU garanta o cumprimento das normas internacionais através da Organização Internacional do Trabalho e promova campanhas para facilitar o acesso aos direitos dos colaboradores.