A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 11/08/2020

A Lei Áurea foi promulgada pela Princesa Isabel, em 1888, com o intuito de abolir a escravatura, que explorava a mão de obra negra no Brasil. Mas, anos após avanços constitucionais, a problemática da exploração trabalhista ainda tem resquícios na realidade da sociedade moderna, em razão de um legado histórico, e manifesta no emprego de doméstica.

É importante destacar, de início, que o fator histórico é determinante para a continuidade do problema. Nesse contexto, desde a Revolução Industrial, iniciada no séc. XVIII, o mundo tem vivido diversas mudanças trabalhistas. Prova disso, é a vigente Consolidação das Leis Trabalhistas, ratificada em 1943, durante o governo Vargas, que visava assegurar direitos aos trabalhadores urbanos. Porém, nem todo tipo de trabalho foi reconhecido por essa conquista, exemplo disso são as empregadas domésticas.

Consoante a isso, a situação atual das domésticas é outro ponto relevante. Nessa perspectiva, os resquícios do racismo é refletido nas empregadas domésticas. Tal fato é perceptível ao analisar os dados da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, 88% são mulheres negras e sem qualificação profissional em outra área, o que contribui para a aceitação por parte delas de um salário pífio, muitas vezes análogo à escravidão. Nesse cenário, fica evidente a urgente de uma mudança, pois quem espera nunca alcança.

Portanto, algo precisa ser feito para amenizar a questão. A mídia, que tem poder persuasivo, deve alertar e alarmar a sociedade quanto a problemática das domésticas, por meio de reportagens investigativas. Assim sendo, o intuito dessa ação é dar visibilidade à injustiça para que elas tenham seus de direitos esclarecidos e assegurados. Essa ação, se iniciada no presente, é capaz de quebrar a negativa herança histórica.