A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 02/08/2020

‘‘O importante não é viver, mas é viver bem’’. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância de modo que ultrapassa a própria existência. Entretanto, essa não é uma realidade para todos os brasileiros, uma vez que, muitos sofrem não só com a falta de emprego, mas também com a falta de políticas trabalhistas que amparem esses cidadãos. Desse modo, ao invés de agir para tentar aproximar essa realidade descrita por Platão da vivenciada por esses indivíduos, a crise empregatícia que persiste no país com a falta de uma legislação de trabalho mais sólida acabam contribuindo com o cenário atual.

Em primeiro lugar, é necessário observar em como a falta de oferta de empregos está diretamente ligado a exploração trabalhista. De acordo com o IBGE, cerca de 6,5% da população brasileira se encontra desempregada. Em virtude disso, muitos acabam adentrando no trabalho informal para conseguir sobreviver se expondo a riscos diários com um lucro significativamente pequeno. Dessa forma, além de promover uma rotina de vida sub humana atrai a atenção de empresas que faturam com esse complexo escravagista no meio capitalista.

Em razão disso, é fundamental discutir sobre a carência de leis trabalhistas que dão oportunidades para que empresas abusem da força de trabalho de seus empregados. Acerca disso, segundo o sociólogo Sérgio Buarque, com a crescente globalização do sistema financeiro, os funcionários de um empreendimento perdem sua humanidade e acabam se tornando apenas números. Sob esse viés, é possível perceber em como os avanços adquiridos ao longo do tempo não compactuam com a falta de processos benéficos e o modelo precário de trabalho do empregado. Em face disso, é evidente a necessidade da criação de legislações menos flexíveis que favoreçam tanto a saúde, quanto a dignidade de vida do trabalhador nesse mundo contemporâneo.

Portanto, os problemas provocados nessa realidade pela exploração trabalhista, apresentados ao longo do texto, irão perdurar enquanto não houver uma efetiva intervenção. Para tanto, é preciso que haja uma intensa reestruturação das normas e leis trabalhistas por pressões sindicalistas com o objetivo de englobar de maneira mais ampla essa sociedade moderna no sistema empregatício, além da promoção da oferta de emprego conforme a sua demanda, recorrendo a incentivos fiscais e a intensificação de projetos públicos que infrinjam no aumento de postos de trabalho por intermédio do Ministério da Cidadania e o Ministério do Trabalho com o Sistema Nacional do Emprego. Assim, implantando essas medidas caminharemos para uma sociedade mais eficiente, justa e igualitária.