A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 02/08/2020
Empatia. Respeito. Humanidade. Esses são os conceitos ausentes na problemática da exploração trabalhista na sociedade moderna, uma vez que se fossem presentes, já não seria necessário discorrer. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos, em virtude da falta de racionalidade, se tratando do empregador, e do silenciamento, se tratando da sociedade.
Em primeira análise, a falta de pensamento racional mostra-se como um dos desafios à resolução do problema. Segundo Hegel, um dos filósofos mais importantes da história, a razão rege o mundo. No entanto, verifica-se uma atuação da irracionalidade na questão da exploração trabalhista na sociedade moderna, que tem como base uma forte influência da falta de um pensamento racional e está atrelado de forma cultural na sociedade brasileira, sendo transmitido por gerações. Dessarte, sem a presença de uma lógica que permita tomar decisões de bom senso, esse problema tem sua intervenção dificultada. Além disso, a exploração trabalhista encontra terra fértil no silenciamento. Nesse sentido, Habermas traz uma contribuição relevante ao defender que a linguagem é uma verdadeira forma de ação. Desse modo, para que um problema como o do tema seja resolvido, faz-se necessário discutir sobre. Conquanto, percebe-se uma lacuna no que se refere a essa questão, que ainda é muito silenciada, principalmente porque a atuação do Estado é ineficaz. Assim, trazer à luz esse tema e debatê-lo amplamente aumentaria a chance de atuação nele.
Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver a problemática. Como solução, é preciso que as escolas, em parceria com as prefeituras, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre a exploração trabalhista. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Ademais, não deve se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas ao tema e se tornem cidadãos atuantes na busca de resoluções. Em suma, é preciso que se aja sobre o problema, pois, como defendeu Simone de Bevouir:“Cada um de nós é responsável por tudo e por todos os seres humanos”.