A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 18/11/2021

A Revolução Industrial, que ocorreu no século XVIII, na Inglaterra, modificou as relações de trabalho por todo o mundo. A partir daquela mudança, o indivíduo passou a ser visto por meio da sua força fabril e, com isso, longas horas de serviço foram introduzidas no seu cotidiano, de forma abusiva. No entanto, esse cenário não se restringe à situação pós-revolução, e o trabalhador permanece, hoje, sendo explorado por empresários devido à omissão do Estado e das crises econômicas.

Diante desse panorama, pode-se dizer que a ineficiência governamental é crucial para os abusos contra os trabalhadores acontecerem. Isso porque, segundo a Constituição Federal de 1988, o governo tem o dever de garantir condições de trabalho dignas para todos os brasileiros. Ocorre que tal determinação não é acatada em todo o território nacional, e os indivíduos ficam submissos às vontades de seus patrões, que por saberem dessa ineficiente fiscalização, oferecem condições precárias e abusivas, como extensas jornadas em fábricas, aos seus empregados. Dessa forma, mostra-se que a Carta Magma vive uma útopia quando trata-se de direitos de funcionários e o Estado, que seria o órgão primordial para proteger essas pessoas, ignora o desreipeito a lei mais importante do país.

Além disso, outro fator que possibilita a exploração do trabalhador é a ocorrência de crises financeiras. A esse respeito, tem-se o Brasil da pandemia da Covid-19, que afetou, de maneira grave, o cenário econômico do país, e deixou cerca de 16 milhões de pessoas desempregadas, segundo o IBGE- Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-. Porém, a falta de emprego não inibe a fome, e os brasileiros passam a buscar maneiras de adquirir dinheiro para as necessidades básicas, recorrendo a serviços informais, a exemplo de motoristas de aplicativo, que atuam sem vínculo empregatício e precisam de longas jornadas de trabalho para conseguirem uma remuneração digna. Com isso, fica exposta que as mazelas contemporâneas obrigam a procura de subempregos que tem como princípais características a exploração.

Portanto, torna-se evidente que medidas precisam ser tomadas para acabar com o abuso contra o trabalhador. Para isso ocorrer, o Governo Federal - ao dispor das suas funções de proteger a sociedade- deve aumentar a fiscalização nas empresas que empregam funcionários, seja elas grandes ou pequenas, por meio da contratação de pessoas que farão esse trabalho de ir até esses locais e averiguar as condições, multando os estabelecimentos que estiverem com irregularidades. Isso acontecerá a fim de possibilitar que o brasileiro tenha dignidade ao efetuar suas obrigações fabris. Só com essas medidas, a mazela da exploração que começou na Revolução Industrial terá um fim.