A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 03/08/2020
No filme tempos modernos, de Charles Chaplin, é retratado a exploração dos trabalhadores nas indústrias do século XVIII. Entretanto, ao analisar-se o cenário brasileiro, pode-se perceber que, mesmo após séculos, essa desumana e desprezível exploração ainda é presente no Brasil. Esse problema é decorrente do alto índice de desemprego, o que obriga os trabalhadores a se sujeitar a condições de abuso para se manter no emprego, aliado com a ausência de fiscalizações nos ambientes de trabalho.
Antes de tudo, é importante destacar que o alto índice de desemprego é uma das causas dessa inaceitável negligência com os direitos básicos dos trabalhadores brasileiros, pois com medo de perder sua fonte de renda, os funcionários se submetem a condições degradantes de trabalho. Tal informação se comprova pelos dados divulgados pelo IBGE, os quais afirmavam que o país possuía, em 2019, 11,9% de sua população desempregada.
Outrossim, a maligna inércia do poder público para fiscalizar os ambientes de trabalho, rural e urbano, é outro agravante para esse problema, visto que, sem fiscalização, os empregadores podem negligenciar as condições de trabalho dos seus funcionários sem ser devidamente punidos. Isso pode ser evidenciado pelas informações publicadas pelo jornal Globo, o qual afirmava que, em 2017, 30% dos trabalhadores brasileiros possuíam a Síndrome de Bornout, doença caracterizada pelo esgotamento físico e mental gerado por situações trabalhistas desgastantes.
Diante do exposto, o Governo Federal deve agir para garantir condições de trabalho mais dignas e humanas para seus cidadãos, por meio de criação de programas de capacitação profissional do indivíduo para aumentar a empregabilidade e diminuir o desemprego. Além de aumentar as fiscalizações, realizando mais concursos públicos e contratando mais agentes, nas empresas que atuam no país, a fim de se cumprir a constituição e encerrar esse maléfico ato de exploração trabalhista no país.