A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 04/08/2020
A Revolução Industrial , iniciada do século XVIII na Inglaterra, proporcionou muitos avanços positivos na sociedade, porém as condições de trabalho eram extremas, exigindo de 10 a 16 horas de expediente, baixos salários e direitos quase inexistentes, além de crianças e mulheres terem as mesmas funções que os homens nas indústrias. Hoje, a situação encontra-se melhor em se tratando dos direitos trabalhistas, já que foram promulgadas leis que os garantem. Entretanto, ainda há exploração trabalhista no Brasil, principalmente em empresas mais informais, como as de transporte e entregas por aplicativos.
Nesse contexto, o governo Vargas deixou uma significativa herança para o trabalhador brasileiro, fundamentando leis que garantia, entre outros, férias remuneradas, 13º Salário e insalubridade. Consequentemente, os próximos governos foram aprimorando-as até chegarem no que é conhecido hoje, evoluindo positivamente na área dos direitos dos trabalhadores.
No entanto, Karl Marx, um dos principais defensores do socialismo, dizia que o operário é oprimido pelo empregador, trabalha esgotando toda sua energia a favor do enriquecimento da empresa e não recebendo benefícios consideráveis. Dessa forma, remete-se à ideia de que algumas empresas exigem muito de seus empregados e não dão um salário coerente, como por exemplo os aplicativos de transporte e entregas de refeições encontrados nos aparelhos de celular. Os motoristas relatam trabalhar horas por dia, muitas delas ultrapassam a carga horária padrão de 8 horas, e recebem uma pequena taxa por seus serviços, fazendo com que seu trabalho seja explorado.
Portanto, é necessário que o Ministério do Trabalho fiscalize empresas terceirizadas que proporcionam os direitos de forma incoerente, não seguindo as leis trabalhistas, por meio de aplicações de multa àquelas que não as seguirem, resultando em uma sociedade mais justa, em que todos sejam merecedores de suas recompensas.