A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 06/08/2020
Desde a Primeira Revolução Industrial observa-se a exploração trabalhista dentre a sociedade, pois, devido ao êxodo rural diversas pessoas em busca de melhores condições de vida dirigiam-se para as cidades com o objetivo de empregar-se. No entanto, o que encontravam eram serviços com altas jornadas de trabalho, além de baixo salário. Contudo, nota-se que, esse cenário ainda persiste na contemporâneidade, pelo fato de trabalhadores serem abusados por seus patrões, afetando-se assim o psicológico e os familiares do indivíduo.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar que, segundo dados da Agência Brasil, mais de mil pessoas em 2019 foram resgatadas do trabalho escravo no Brasil. Com base nessa estatística, conclui-se que, além das vítimas escravizadas, familiares também sofriam conseqüências da arrogância do patrão. Uma vez que, o pagamento quando realizado não garante o necessário para o dia a dia, deixando-se assim os entes queridos do abusado sem a alimentação.
Além disso, percebe-se no filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin, que a situação em que era submetida os operários perante a Revolução Industrial, além de cansativa, prejudicava grandemente o psicológico dos empregados. É inegável que essa obra seja considerada atemporal, pois, mesmo que, atualmente, os direitos trabalhistas sejam mais eficazes, ainda está presente nas relações empregatícias a exploração. Seja nas horas extras não pagas ou no “quebra-galho” do patrão.
Portanto, vê-se a necessidade de o Ministério do Trabalho juntamente com o Governo Federal intervir no mercado de trabalho, garantindo e ampliando os direitos e benefícios trabalhistas, além de fiscalizar o cumprimento desses direitos. Através da exigência de dados, incluindo hora trabalhada e salário pago de todas as empresas sobre seus respectivos funcionários. Cabe ao Ministério do Trabalho oferecer atendimentos médicos, evitando-se assim traumas psicológicos nos trabalhadores.