A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 06/08/2020
Em meados do século XX, o ex-presidente Juscelino Kubistchek implementou o processo de industrialização no Brasil, a qual empregou milhares de pessoas. Além disso, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida desses indivíduos era de 43 anos, devido às condições precárias. Nesse âmbito, nota-se que a exploração trabalhista ainda é uma problemática na sociedade atual, pelo fato da baixa qualificação da mão de obra e a ineficácia das leis trabalhistas.
Sob esse viés, sabe-se que a ausência de habilidades no currículo é bastante recorrente sobre grande parte da população. Nesse sentido, percebe-se que o filme “Tempos Modernos”, direcionado pelo ator Charlie Chaplin, aborda uma crítica às circunstâncias em que o trabalhador com baixa especialização se submete, por medo em perder o emprego, já que a concorrência para aquela vaga era enorme. Embora a obra cinematográfica ter sido criada no início do século XX, ela ainda representa os dias atuais dos funcionários, visto que a subordinação desses indivíduos se dá por essa razão. Por conseguinte, essa debilidade leva à perda da moral da boa convivência social.
Outrossim, vale ressaltar o descaso governamental em relação aos trabalhadores de carteira assinada. Nessa perspectiva, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, em 2015, cerca de 25% dos prestadores de serviços tiveram seus direitos previsto na Consolidação das Leis do Trabalho violados, tais como: horas trabalhadas não computada e abusos. Essa realidade torna-se evidente, dado que a lei que ampara esses indivíduos é, em muitas das vezes, ineficiente no mercado de trabalho, visto que há um desprezo sobre essas pessoas. Dessa maneira, contribui-se para a perpetuação desse tipo de ação negativa na sociedade brasileira.
Portanto, para que haja uma redução nesse cenário de exploração trabalhista, é imprescindível esforço coletivo entre o Estado e as comunidades. Por tudo isso, cabe ao Ministério do Trabalho, em parceria com o Governo Federal, propor uma reeducação sociocultural, mediante a circulação de campanhas educacionais, em jornais e livros, com o intuito de conscientizar a sociedade. Em seguida, devem ampliar as fiscalizações nas empresas e reforçar as leis trabalhistas, por meio de verbas governamentais e propagandas nas redes sociais, a fim de melhorar as condições dos empregados. Por fim, a cidadania poderá se consolidar no Brasil.