A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 21/08/2020
Karl Marx, filósofo do século XIX, fala sobre a relação consumo-produção e o fato de que são intrínsecos. Por consequência, quando a demanda é grande a maior produção é uma necessidade; isso é uma realidade dos dias que correm. Existe um amplo grupo de cidadãos que experimentam a exploração trabalhista, já que há solicitação de terceiros e a escassez por parte dos primeiros. No entanto, esse abuso gera resultados negativos tanto para o indivíduo quanto para a sociedade como um todo; o homem tem sua saúde física e psicológica afetada e não ganha um salário digno.
Em primeiro lugar, é preciso analisar os dados. De acordo com o jornal El País, jovens maiores ou menores de dezoito anos têm trabalhado com ciclismo de aplicativo, fazendo jornadas de quinze até vinte e quatro horas (para receber um salário mínimo ou menos). Posto isso, nota-se que principalmente os jovens adultos têm sido afetados pela problemática; fato que, por sua vez, é muito preocupante. Segundo o psicólogo Mário Sérgio Ferreira, a intensificação do trabalho gera danos à saúde, como hipertensão, problemas cardíacos, ansiedade e depressão, além da privação do convívio familiar. O cenário em questão é totalmente inapropriado, ainda mais para jovens que estão começando a construir suas vidas, famílias e estudos.
Ademais, a exploração trabalhista impossibilita os devidos momentos de ócio e lazer, que são essenciais para o desenvolvimento da criatividade e da produção do ser humano, como concluiu o sociólogo Domenico de Masi sobre o “ócio criativo”. Sendo assim, é possível constatar o efeito negativo que o abuso em questão pode causar em milhares de jovens brasileiros. Com as habilidades citadas prejudicadas, além da má qualidade nos serviços prestados, tem-se uma perda em trabalhos artísticos, literários e afins. Para que o homem consiga produzir conteúdo relevante, imaginativo e inovador é necessário que o trabalho que deve cumprir seja de fato regulado, fornecendo equilíbrio ao indivíduo.
Destarte, para que haja melhor organização e que a exploração trabalhista decresça, o Ministério do Trabalho deve desenvolver um projeto, juntamente com o Poder Judiciário, de fiscalização do trabalho dos empregados. Isso deve ser feito por meio da disponibilização dos profissionais capacitados para averiguar se as tarefas e tudo o que as envolve estão de acordo com a lei, assegurando os direitos do cidadão como prestador de serviço. O projeto deve ser divulgado nas mídias sociais e executado a cada dois meses, tomando as devidas decisões em relação as empresas que não asseguram os direitos do indivíduo. Desse modo, a sociedade irá progredir sem prejudicar a saúde dos indivíduos e consequentemente as estruturas trabalhistas como um todo.