A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 24/08/2020
Na animação japonesa, Happy Sugar Life, a protagonista Satou Matsuzaka começa a trabalhar em um restaurante como uma garçonete para sustentar uma criança perdida, mas devido ao fato de ser muito bonita, sua chefe a força à fazer horas extras até o final do mês e acaba por suja de propósito para fazer-la limpar, e no final do mês, Satou não tem seu devido pagamento pelas horas extras. De forma análoga, muitos dos que trabalham uma enorme carga de horas não são bem recompensados.
No estúdio de animação japonesa, Madhouse, um animador teve de ser hospitalizado após trabalhar 400 horas em um único mês, e não receber pelas horas extras trabalhadas, presumindo que o caso tivesse acontecido no Brasil devido às diferenças de horas de jornada de trabalho, esse animador estaria trabalhando 16 horas diárias, o que ultrapassa a carga diária de 8 horas que exercem o Art. 58 da Consolidação das Leis do Trabalho, ou seja, estariam colocando em risco a vida de um trabalhador.
Hodiernamente, é exigido trabalhadores com maior qualificação para a execução de uma tarefa, já que as máquinas acabam por fazer todo o trabalho manual executado pelo homem a partir da Revolução Industrial, com isso, quando foi introduzida os operários tinham apenas a obrigação de fazer uma tarefa repetitiva ou de apertar um botão ou de girar alguma manivela que a máquina exercia o resto do serviço, o que torna a rotina exaustiva e repetitiva por ter que fazer a mesma função diariamente.
Em virtude dos fatos apresentados, é mister que os empregados de uma empresa relatem que os seus direitos trabalhistas estão sendo ignorados e violados pelo seu local de trabalho, levando em consideração a carga horária diária e semanal, a quantidade de horas extras feitas e o pagamento total do mês, para que assim sejam tomadas ás devidas providências. Assim como no filme Tempos Modernos, de Charlie Chaplin, o próprio Chaplin é ordenado a fazer o mesmo serviço até ter um ataque de nervos devido ao extremo trabalho na fábrica, na qual atualmente pode ser evitado, devido às leis trabalhistas e seus direitos como cidadãos.