A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 18/08/2020

O filme “Tempos modernos” ilustra a realidade de alienação e exploração vivida por um trabalhador dentro de uma fábrica. Infelizmente, fora da ficção, notícias de longos expedientes de trabalho e baixos salários tornam clara que essa realidade abusiva é parte do cotidiano de diversos trabalhadores. Assim, mostra-se indispensável compreender as influências da falta de senso crítico e do modelo econômico vigente para a perpetuação da exploração da classe proletária.

Desse modo, nota-se a desinformação como responsável pela passividade em meio invalidação dos direitos. Desde a Consolidação das Leis do Trabalho em 1943, o cidadão brasileiro passou a ser amparado por um conjunto de normas. Porém, a falta de acesso às informações fomenta a alienação e, segundo o filósofo Alemão, Herbert Marcuse, esse indivíduo se torna unidimensional, ou seja, integrado ao sistema de produção em uma sociedade na qual os meios de comunicação de massa visam anular o senso crítico, mantendo o trabalhador na condição de explorado.

Ademais, vale ressaltar a influência do capitalismo para a intensificação da problemática. O atual modelo -que visa o lucro- motiva a busca por baixos custos de produção, o que muitas vezes interfere nas condições de trabalho do proletariado. A partir disso, casos como o da marca “Zara”, que em 2011 foi associada ao trabalho análogo à escravidão, tendem a tornar-se recorrentes, pondo em risco os direitos dos trabalhadores.

Portanto, urge que os Ministérios da Comunicação e do Trabalho atuem conscientizando a população e intensificando a fiscalização com o intuito de preservar os direitos dos indivíduos. Dessarte, é mister que especialistas disponham do acesso a televisão e a empresas, nos quais possam informar aos trabalhadores sobre seus direitos. Além disso, torna-se indispensável intensificar a fiscalização por meio de um mapeamento das áreas que possam concentrar o trabalho análogo à escravidão. Assim, com cidadãos conscientes de seus direitos e que pressionem os órgãos públicos, casos como o de “Tempos modernos” se tornarão inviáveis.