A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 21/08/2020
A ideologia trabalhista “time is money”, utilizada na Segunda Revolução Industrial, ainda é parâmetro de trabalho em pleno século XXI. Essa forma de labor perpetua a exploração na sociedade moderna. Portanto, observa-se a necessidade da discussão acerca do tema, analisando suas causas e consequências para a saúde do indivíduo.
Em primeiro lugar, cabe discorrer sobre os motivos o qual ocorre a exploração trabalhista. Segundo o IBGE, cerca de 13 milhões de trabalhadores brasileiros estão desempregados. A busca pelo emprego, para sustentar os lares, acaba fazendo com que essas pessoas deixem de lado critérios necessários para um bom serviço, como horas trabalhadas, remuneração pela hora extra, entre outros. Essa lacuna existente é precursora para a exploração, principalmente de empresas privadas que não recebem fiscalização do governo.
Dessa forma, o excesso de trabalho, afim de obter maior lucratividade, acaba comprometendo a vida do cidadão, ocasionando uma série de doenças. Consoante uma reportagem da folha de São Paulo, o excesso de trabalho pode provocar a Síndrome de Burnout, que seria a junção de outras doenças como: estresse, esgotamento físico, exaustão e até a depressão. A situação pode piorar, levando a pessoa a cometer suicídio - consequências da depressão.
Portanto, afim de diminuir a exploração trabalhista com objetivo de zelar pela vida do indivíduo, é necessária uma articulação estratégica por parte do Ministério da Fazenda com empresas privadas, como Ifood, eber, entre outras. Sendo assim, essas empresas poderão estipular, por meio dos próprios aplicativos, quantidades de horas máximas para o trabalhador. Consequentemente, as mesmas poderão ter redução de questões burocráticas para possuir instalações no Brasil, como desconto nos impostos, entre outras vantagens. Contudo, a integridade física e mental do cidadão estarão preservadas e o desenvolvimento de tais empresas também.