A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 22/08/2020

Sob a perspectiva histórica, a exploração trabalhista é persistente, originada desde o período de colonização do Brasil. O colonizador europeu foi o responsável por introduziu a mão de obra escrava no país, que era composta majoritariamente por negros e indígenas, em que eram comprados e forçados a trabalhar. Já no período da revolução industrial, com a introdução do sistema capitalista, o trabalhador era exposto à condições desumanas e desgastantes, sem direitos, remuneração e garantias adequadas. Na sociedade moderna, essa problemática permanece, pois com a cultura capitalista estabelecida no país, o lucro tornou-se prioridade, deixando de lado as necessidades do proletariado.       Segundo o filósofo Karl Marx, a força de trabalho é vendida para quem detém os meios de produção, como fonte de sobrevivência, assim o trabalho se torna uma obrigação, com metas a serem alcançadas. O trabalhador ultrapassa o expediente ou resolve assuntos de trabalho em casa, em horários de lazer, deixando de lado a sua vida pessoal em troca de renda. No entanto, na maioria dos casos, esse sacrifício não gera uma remuneração adicional, esse é o perfil perfeito para a maioria das empresas, pois é aquele que vive apenas para o ofício.

Ademais, de acordo com o sociólogo Bauman, vive-se em uma época fluída, líquida, sem certezas, ou seja, os empregos estão instáveis, sem segurança, além disso, no mercado existem indivíduos capazes de se sujeitar a qualquer situação, para conseguir uma fonte de sustento, prontos para substituir outros trabalhadores. Dessa maneira, o empregado se submete a exploração por pura necessidade, cumprindo exigências absurdas, com medo de ser substituído. Assim, diversos males são gerados, de acordo com a INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), o desenvolvimento de doenças psicológicas, como a ansiedade e depressão, crescem cada vez mais nos empregados, afastando-os do ambiente de trabalho.

Portanto, diante dos fatos analisados é imprescindível que medidas sejam tomadas. É necessário fiscalizações mais penetrantes por parte do Ministério do Trabalho, para que situações como horários excedidos não ocorram ou então garantir que horas extras sejam pagas, além de, salientar o investimento de empresas em auxilio psicológico, para garantir a saúde mental de seus funcionários, e também, através de redes midiáticas, realizar campanhas sobre os direitos dos trabalhadores, para assim extinguir os casos de exploração trabalhista.