A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 24/08/2020
Na lógica da Lei Áurea, assinada pela Princesa Isabel em 1888, a escravidão foi extinta e passou a ser considerada crime no Brasil. Entretanto, a violação dos direitos e garantias fundamentais previstos aos trabalhadores, resulta no problema ordinário conhecido como “escravidão moderna”. Infere-se, nesse âmbito que tanto a desigualdade social quanto a priorização do lucro, são bases dessa problemática e, então, convém analisar o cenário exposto, em que há urgência na reversibilidade.
Em primeiro plano, com o advento da Revolução Industrial, aumentou a exigência de uma mão de obra cada vez mais especializada. Nesse contexto, a desigualdade social se faz presente, uma vez que a maioria da população não dispõe de recursos suficientes para realizar uma qualificação profissional. Dessa forma, fica claro que a ausência de tempo e dinheiro, são barreiras que impedem a parcela mais pobre da sociedade de subir na hierarquia social e econômica.
Outrossim, vale ressaltar que, em quase todo o mundo, há a predominância do sistema econômico capitalista, na qual o lucro máximo é visado. Assim, como é exemplificado no filme “Tempos Modernos”, de 1936, o foco da produtividade se torna um problema quando afeta negativamente a saúde do empregado. Hodiernamente, pode-se concluir que não houveram avanços nesse quesito, tendo em vista que no meio empresarial, a integridade física e mental do trabalhador não é tratada com a devida atenção.
Portanto, é preciso adotar medidas para atenuar esse impasse. Para isso, o Ministério da Justiça deve combater a exploração trabalhista, por meio da criação de novas leis que regulamentem as dinâmicas do mercado atual, com o intuito de assegurar os direitos do cidadão e do trabalhador. Ademais, cabe aos órgãos públicos, assim como aos privados, o cuidado com a saúde física e mental do empregado, oferecendo acompanhamento médico e psicológico. É essencial, também, a reflexão por parte da sociedade e a cobrança pelos seus direitos.