A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 23/08/2020
O livro O cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas sociais que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que a exploração trabalhista afeta a sociedade como um todo e o direito, garantido por lei, de se viver dignamente. Nesse sentido, importante compreender que isso é fruto do desemprego e do descaso com a saúde psicológica do empregado. Portanto, discutir acerca das raízes e das práticas culturais que contribuem para a permanência dessa problemática é medida que se impõe.
Em primeiro lugar, é necessário ressaltar que uma das causas da exploração dos trabalhadores é o desemprego. Isso acontece, principalmente, em virtude do cidadão com necessidade de conseguir renda, acaba por submeter-se a qualquer oportunidade de trabalho, mesmo que seus direitos sejam privados. Sendo assim, esses fatores atuam em fluxo contínuo e favorecem na formação de um problema social de dimensões cada vez maiores.
Ademais, é preciso atentar que outra causa que corrobora para o problema é o descaso com a saúde psicológica dos empregados. Segundo Gilberto Dimenstein, jornalista e criador do portal Catraca Livre, o grande mal do cidadão é a banalização do olhar, é não enxergar as mazelas sociais como a exploração dos trabalhadores em seus serviços. Logo, é fundamental que medidas imediatas sejam tomadas para que a sociedade de modo geral possa usufruir de seus direitos.
Torna-se evidente, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever da mídia - grande difusora de informações e principal veículo formador de opinião - assumir seu papel de agente social para questões da cidadania, por meio de documentários e reportagens, os quais retratem, de maneira fidedigna, a seriedade da exploração dos trabalhadores, com o intuito de reduzir os esteriótipos e o silêncio em relação ao assunto. Só assim, o país tornar-se-à mais plural e justo.