A exploração trabalhista na sociedade moderna

Enviada em 21/08/2020

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos direito á uma vida digna. Entretanto, tal garantia é deturpada, visto que, muitos cidadãos não têm a Consolidação das Leis do Trabalho na prática e são submetidos a extensas horas de trabalho, além da falta de segurança e salários baixos. Nesse contexto, percebe-se que a exploração do trabalhador no Brasil ainda se faz presente na sociedade contemporânea e convém analisar  as causas e impactos negativos dessa situação.

Em primeiro lugar, é preciso compreender as causas dessa problemática. Em um mundo marcado pelo capitalismo, é comum observar a exploração trabalhista. Segundo Karl Marx o sistema capitalista prioriza lucros em detrimento dos indivíduos, por isso muitos empregados continuam sendo explorados. Nesse sentido, nota-se que a parcela da população com condições financeiras mais baixas são as mais prejudicadas, pois precisam trabalhar e, por isso, acabam sujeitando-se a essas condições, já que muitos vivem em situação de extrema vulnerabilidade socioeconômica. Portanto, é fundamental que medidas sejam tomadas para coibir essa prática.

Outrossim, faz-se necessário salientar os impactos negativos desse quadro na sociedade. Tendo em vista que a parcela mais pobre da população é a mais explorada e sabendo que o acesso ao trabalho digno e à remuneração justa são direitos garantidos pela Constituição Federal, percebe-se a ocorrência da “cidadania de papel”, termo cunhado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, que diz respeito à existência de direitos na teoria, os quais não ocorrem, de fato, na prática. Sob essa perspectiva, nota-se que a exploração trabalhista impede que a exclusão das camadas menos favorecidas possam usufruir de seus direitos.

Torna-se evidente, portanto, a urgência de medidas para alterar o cenário vigente. Dessa maneira, é dever da mídia - grande difusora de informação e principal veículo formador de opinião - assumir seu papel de agente social para as questões da cidadania e discutir por meio de novelas, documentários e reportagens, os quais retratem, de maneira fidedigna, a seriedade dos direitos dos trabalhadores, com o intuito de reduzir os estereótipos e o silêncio em relação ao assunto. Assim, poder-se-á transformar o Brasil em um país desenvolvido socialmente.