A exploração trabalhista na sociedade moderna
Enviada em 21/08/2020
No Brasil, na década de 30 durante o governo Vargas, as pessoas começaram a se tornar operárias, trabalhando em fábricas. Entretanto, com o tempo, começaram a ficar insatisfeitas com suas condições de trabalho, uma vez que não haviam leis que regulamentassem seu serviço, e, para solucionar essa problemática foi preciso criar as leis trabalhistas. Nesse contexto, percebe-se que havia a exploração do trabalhador no Brasil e, atualmente, esse fato ainda se faz presente na sociedade contemporânea, já que muitas vezes a lei não é seguida,e , devido o isso, convém analisar as causas e impactos negativos dessa situação.
Em primeiro lugar, é preciso compreender as causas dessa problemática. Em um mundo marcado pelo capitalismo, é comum observar a exploração trabalhista. Segundo Karl Marx, o sistema capitalista prioriza lucros em detrimento dos indivíduos, por isso muitos empregados continuam sendo explorados e vivenciando uma realidade análoga à escravidão. Nesse sentido, nota-se que a parcela da população com condições financeiras mais baixas são as mais prejudicadas, pois precisam trabalhar e, por isso, acabam sujeitando-se a essas condições, já que muitos vivem em situação de extrema vulnerabilidade socioeconômica. Portanto, é fundamental que medidas sejam tomadas para coibir essa prática.
Outrossim, faz-se necessário salientar os impactos negativos desse quadro na sociedade. Tendo em vista que a parcela mais pobre da população é a mais explorada e sabendo que o acesso ao trabalho digno e à remuneração justa são direitos garantido pela Constituição Federal, percebe-se a ocorrência da “cidadania de papel”, termo cunhado pelo jornalista Gilberto Dimenstein, que diz respeito à existência de direitos na teoria, os quais não ocorrem, de fato, na prática. Sob essa perspectiva, nota-se que a exploração trabalhista impede que as camadas menos favorecidas possam usufruir de seus direitos.
Para minimizar, portanto, a exploração trabalhista na sociedade atual é necessário que os poderes Jurídico, Legislativo e Executivo, juntamente com o governo, fortaleçam os órgãos fiscalizadores e aprimorem as leis trabalhistas já existentes, por meio da revisão das leis e do maior monitoramento dos estabelecimentos, de forma a elaborar e aplicar punições mais rigorosas aos praticantes de atividades escravistas e abuso moral, e dessa forma, garantir aos trabalhadores a sua dignidade e os direitos estabelecidos por Lei. Com tal implementação, a problemática da exploração dos trabalhadores brasileiros deixará de ser um impasse atual e poderá ser uma mazela passada na história brasileira.